BNDES: recorde de aeronaves financiadas da Embraer em 2023

Foto: Divulgação

O BNDES financia aeronaves da Embraer em um ano marcante para a indústria aeronáutica brasileira, demonstrando um salto impressionante no apoio à exportação de aviões em 2023. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou um total de 28 aeronaves da Embraer este ano, contrastando vivamente com as nove financiadas no ano anterior, evidenciando uma estratégia robusta de incentivo à exportação e desenvolvimento do setor.

O aumento substancial no número de aeronaves financiadas, que é mais que o triplo comparado ao ano passado, destaca a confiança e o compromisso do BNDES com a indústria de aviação nacional. Este esforço colaborativo entre o banco de desenvolvimento e a Embraer está alinhado com uma visão de fortalecer a presença da aviação brasileira no cenário global, e se espera que mais projetos sejam apoiados nos próximos três meses.

José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, enfatiza que o objetivo principal deste aumento significativo no financiamento é “incentivar a exportação de aviões”, uma estratégia que parece estar ganhando altitude dado o recente sucesso.

Financiamento Aprovado para a Republic Airways

Na última semana, Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, anunciou que o Banco aprovou um novo financiamento para a Embraer fornecer 14 aeronaves para a companhia aérea norte-americana Republic Airways. “Ano passado a Embraer exportou 9 aeronaves. Eu agora estou anunciando publicamente que estou exportando mais 14. Um valor total de 778 milhões de dólares de financiamento do BNDES”, comentou Mercadante, destacando o histórico avanço com 1287 aeronaves exportadas financiadas pelo banco ao longo dos anos.

Republic Airways esteve em recuperação judicial

Em 2016, a Republic Airways, uma destacada companhia aérea regional dos Estados Unidos e importante cliente da fabricante brasileira de jatos Embraer, buscou a recuperação judicial. A ação foi motivada por vários trimestres de receita decrescente, uma situação exacerbada pela necessidade de manter aeronaves em solo devido à escassez de pilotos na época.

A companhia, que operava voos regionais complementando as redes da American Airlines, Delta Air Lines e United Continental, registrou ativos de US$ 3,6 bilhões contra passivos de US$ 3 bilhões, conforme documentos judiciais. A Republic Airways assegurou que o processo de recuperação judicial permitiria que suas operações continuassem normalmente enquanto reestruturava suas finanças e contratos.

Já em uma atualização positiva, a Republic Airways Holdings, a maior operadora de aeronaves comerciais produzidas pela Embraer, anunciou através de José Filippo, diretor financeiro da fabricante brasileira, que expandiria sua frota no mesmo ano através de acordos de leasing.

No ano seguinte, em maio, a Republic compartilhou notícias animadoras: a empresa não só emergiu do processo de recuperação judicial, mas também tinha planos de fortalecer sua frota. Com 170 E-Jets da Embraer já em operação, havia planos de adicionar outros 18 até o final de 2017.

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