Copom avalia progresso desinflacionário, mas reforça necessidade de cautela na política monetária

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(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, divulgada nesta terça (19), revela que houve um progresso desinflacionário relevante no país. No entanto, os diretores enfatizam a necessidade de serenidade e moderação na condução da política monetária, considerando o caminho ainda a percorrer para a ancoragem das expectativas e o retorno da inflação à meta.

A incerteza no cenário internacional, marcado por volatilidade, motiva o Copom a adotar uma postura cautelosa na condução da política monetária. O Comitê destaca que a incorporação de cenários e variáveis exógenas, como a dinâmica fiscal e o cenário externo, se reflete nos impactos na dinâmica prospectiva de inflação, sem relação mecânica com a determinação da taxa de juros.

“A conjuntura atual, caracterizada por um estágio do processo desinflacionário que tende a ser mais lento, expectativas de inflação com reancoragem apenas parcial e um cenário global desafiador, demanda serenidade e moderação na condução da política monetária. O Comitê reforça a necessidade de perseverar com uma política monetária contracionista até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, divulgou o comitê.

O cenário doméstico, conforme observado na Ata, segue a trajetória desinflacionária dos núcleos e da inflação de serviços, reforçando a dinâmica benigna recente da inflação. A moderação da atividade econômica, conforme antecipado pelo Copom, é confirmada pelos dados recentes. A desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos persiste, e as projeções para a inflação no horizonte relevante se mantêm acima da meta. Diante desse cenário, todos os membros concordaram em reduzir a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, ajustando o grau de aperto monetário prospectivo.

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