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FIEC impulsionou o Ceará na transição energética em 2023

Industrial Ricardo Cavalcante, presidente do Sistema FIEC (SESI/SENAI/IEL/CIN)

Em 2023, sob a liderança do presidente Ricardo Cavalcante, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) destacou-se em avanços e iniciativas sociais. Estas ações expandiram os horizontes de milhares de pessoas e contribuíram para o crescimento do emprego no setor industrial. Foram criadas mais de 14 mil novas vagas de empregos formais, com ênfase na indústria da construção, que adicionou 8.674 postos, seguida pelos setores de alimentos com 2.065, saneamento com 799, e máquinas e equipamentos elétricos com 776. Atualmente, a FIEC se concentra no futuro, com o objetivo de posicionar o estado como líder na transição energética. “Em 2024, nós intensificaremos nossos esforços para consolidar ainda mais o Ceará como uma força motriz na transição energética global”, ressaltou o industrial Ricardo Cavalcante, presidente do Sistema FIEC.

Na produção, a pesquisa realizada pelo IBGE que contempla apenas parte dos setores industriais e empresas de maior porte, apesar do resultado negativo no acumulado do ano, o setor industrial já apresenta recuperação em outubro, e mesmo tendo sido um ano desafiador, o setor têxtil cearense apresentou crescimento de 26,4% e o setor de bebidas de 7%.

Já no comércio internacional, apesar da redução das exportações gerais, o Ceará se consolida entre os 4 maiores exportadores de aço do País, mantém a segunda posição nas exportações de calçados e apresentou crescimento nas exportações de frutas (+21,6%), lagostas (+7%), cera de carnaúba (+17,5%) e de couros (+31,1%).

Um dos destaques foi o incentivo do Sistema FIEC às práticas sustentáveis no setor industrial, que representam uma vantagem competitiva significativa para as empresas no cenário econômico atual. No Ceará, 10 empresas já alcançaram a distinção de conquistar uma certificação ESG (Ambiental, Social e Governança Corporativa). Essa conquista é resultado do engajamento ativo do Sistema FIEC no fomento ao desenvolvimento da agenda sustentável no setor econômico local.  A Federação desempenha, atualmente, papel fundamental ao apoiar e incentivar as empresas a adotar práticas cada vez mais sustentáveis, conscientizando sobre a importância da responsabilidade ambiental, social e corporativa. A certificação ESG-FIEC, emitida por um organismo internacional, é o selo que confirma a seriedade e a credibilidade das empresas no mercado nacional e internacional.

Educação e Formação Profissional

  • Matrículas em Educação Profissional: Mais de 72 mil (recorde).
  • Alunos Beneficiados em Robótica e Cultura Maker: 8 mil.
  • Cursos Técnicos com Altas Taxas de Ocupação: SENAI CE ofertou 7 dos 10 cursos técnicos com maiores taxas de ocupação de egressos no Brasil (pesquisa da CNI).
  • Inserção no Mercado de Trabalho: 87% dos alunos de cursos técnicos estão empregados (pesquisa da CNI).
  • Educação de Jovens e Adultos: Mais de 6 mil alunos atendidos pelo SESI.
  • Matrículas nas Academias SESI: 12.600 (recorde).
  • Capacitação em Energias: Mais de 10 mil alunos do SENAI capacitados nos últimos 4 anos.

Saúde e Bem-estar

  • Atendimentos na SESI Clínica: 157.496.
  • Trabalhadores Atendidos na Promoção da Saúde: Quase 30 mil.
  • SESI CE Projetos de Inovação em Saúde e Segurança: Aportou R$ 10 milhões.

Inovação e Tecnologia

  • Laboratórios Ativos: 283, voltados para educação e tecnologia.
  • Projetos de Inovação Aprovados: 54, ultrapassando o valor de R$ 20 milhões.
  • Horas de Consultoria: 65 mil em indústrias de diversos portes.
  • Instituto SENAI de Tecnologia: Modelo de gestão em resultados e sustentabilidade (HUB, HABITAT, CIS).

Indústria e Consultoria

  • Indústrias Atendidas com Consultoria (SEBRAE CE): 510.
  • Edital SESI e SENAI: Lançado por Ricardo Cavalcante, R$ 10 milhões para projetos de pesquisa e inovação na transição energética.

Cultura e Alcance

  • Visitantes no Museu da Indústria: Mais de 40 mil (recorde).
  • Presença Regional: SESI e SENAI presentes em todas as regiões do Estado do Ceará.
  • Preferência Empresarial: 94% das empresas preferem contratar alunos do SENAI Ceará (pesquisa da CNI).

Educação e Capacitação

  • Matrículas em Cursos Diversificados: Mais de 4.000 alunos em cursos de curta duração, MBAs, workshops e palestras.
  • Programa de Desenvolvimento de Líderes: Mais de 1.000 líderes capacitados.
  • Cursos Lançados: 190 cursos, com uma média de 13 por mês, incluindo cursos in company.
  • Educação Executiva Internacional: Conexão de 47 lideranças locais com o MIT, EUA.
  • Iniciativas em Energias Renováveis: Primeiro MBA do Ceará em Energias Renováveis focado em Hidrogênio Verde e Formação em Gestão de Energias Renováveis.
  • Mestrado Profissional: Parceria com a UFC em Administração e Controladoria.
  • Expansão Nacional: Cursos de curta duração do IEL Ceará ofertados em outros estados.

Inserção no Mercado de Trabalho

  • Programas de Estágio e Jovem Aprendiz: Quase 5.000 jovens inseridos no mercado.

Consultoria e Apoio às Empresas

  • Horas de Consultoria: Mais de 6.000 horas.
  • Empresas Atendidas: Mais de 400, gerando mais de 1.100 atendimentos.

Inovação e Empreendedorismo

  • Hub de Inovação: Eventos de open innovation, hackathons, rodadas de negócios, entre outros.

Protagonismo

Vale ressaltar ainda que o Ceará se posiciona, cada vez mais, como um importante centro para discussões sobre o hidrogênio verde, impulsionado pela atuação da Federação das Indústrias.

Nesse contexto, 2023 consolidou nosso estado como um polo estratégico para o desenvolvimento do hidrogênio verde – peça-chave na transição energética global.

Demonstrando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, a FIEC está prestes a inaugurar o Centro de Excelência Jurandir Picanço, na unidade do SENAI da Barra do Ceará. O novo espaço desempenhará um papel crucial na busca por soluções e inovações no processo de transição energética, reafirmando o comprometimento do Ceará em liderar a revolução do hidrogênio verde.

No Centro de Excelência para Transição Energética serão oferecidos cursos voltados à transição da matriz energética para fontes renováveis, como energia eólica, energia solar, distribuição de energia e Hidrogênio Verde (H2V). A construção da infraestrutura tem parceria com a Enel, a Maersk Training, Aeris, Agência de Cooperação Alemã (GIZ), Siemens, Souenergy e Makro.

“Em 2024, nós intensificaremos nossos esforços para consolidar ainda mais o Ceará como uma força motriz na transição energética global, contribuindo para a construção de um futuro mais verde e sustentável”, destaca Ricardo Cavalcante.

FIEC social: empoderamento e transformação

Além dos avanços no setor energético, o Sistema FIEC direcionou esforços significativos para projetos sociais que impactaram positivamente centenas de vidas ao longo do ano. A Federação promoveu cursos profissionalizantes e incentivou o empreendedorismo em comunidades, com especial foco nos jovens que não estudam, nem trabalham.

Até o fim de 2023, programas educacionais e de capacitação terão beneficiado 26 mil internos e egressos do sistema penal. Um destaque nesta área, é a construção, em andamento, da primeira escola brasileira de educação em tempo integral dentro de uma unidade penitenciária, a ser conduzida pelos próprios internos.

Ao longo do ano, o Sistema FIEC ampliou ainda seu apoio a grupos em situação de vulnerabilidade, colaborando ativamente com a Casa da Mulher Brasileira e participando de projetos em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará e prefeituras do interior. A colaboração com o IPREDE e outras organizações não governamentais também fortaleceu o compromisso da Federação em promover a cidadania e a capacitação profissional.

“A FIEC, por meio de suas casas SESI, SENAI e IEL, vem desenvolvendo projetos de grande relevância, como a transição energética para uma matriz limpa, conforme destacado pelo presidente, Ricardo Cavalcante. Já no eixo social, visamos não apenas capacitar, mas verdadeiramente transformar comunidades, proporcionando um futuro com mais oportunidades para a população que mais precisa”, reforça Paulo André Holanda, superintendente do SESI Ceará e diretor regional do SENAI Ceará.

Perspectivas para 2024

O Ceará enfrenta um grande desafio devido à sua defasagem histórica em comparação com o resto do Brasil. Este desafio é um dos principais que precisamos superar para garantir um futuro mais próspero para o estado. Confira dados estatísticos relevantes:

  • População e PIB: Aproximadamente 4,3% da população brasileira e 2,2% do PIB do Brasil são do Ceará.
  • PIB Industrial: O estado representa 15,2% do PIB Industrial do Nordeste e 1,7% do Brasil.
  • Emprego Industrial: Mais de 14 mil indústrias cearenses geram 342 mil empregos, o que representa 20,4% da força de trabalho industrial do Nordeste e 3% do Brasil.
  • Exportações: No Nordeste, o Ceará tem uma participação de 8,4% e 0,8% no Brasil.

Atualmente, o Sistema FIEC e seus 40 sindicatos filiados estão empenhados em articular uma inserção cada vez maior da indústria cearense nas cadeias globais de valor, com a internacionalização da economia cearense sendo uma prioridade.

As perspectivas para o próximo ano são positivas para a indústria da construção do Ceará, impulsionada pela queda dos juros e por investimentos em infraestrutura. Além disso, há um fortalecimento em áreas como a economia digital, os Hubs logísticos portuários e aeroportuários, a indústria da saúde e a economia do mar.

Para diminuir a defasagem econômica do Ceará nos próximos anos e décadas, é essencial combinar o desenvolvimento exógeno com o local ou endógeno. Isso envolve a modernização da indústria tradicional, avanços no turismo, e foco em áreas como o CIPP, energias renováveis e o Hub de hidrogênio verde. Tais esforços visam a reduzir as desigualdades, expandir o mercado interno e promover o desenvolvimento territorial, melhorando a qualidade de vida dos cearenses.

Adicionalmente, há a necessidade de melhorias no ambiente de negócios no Brasil. A recente Reforma Tributária, embora não seja a ideal, já representa um avanço. Agora, precisamos de mais segurança jurídica e marcos regulatórios modernos, especialmente para as energias renováveis, além de desburocratizar e simplificar os processos e promover uma maior integração com a Academia para impulsionar a inovação.

Diante deste cenário e às vésperas de um novo ano, a Federação das Indústrias do Ceará mantém seu otimismo e acredita que os esforços atuais estão traçando um caminho promissor para o estado. Uma indústria ativa e comprometida é essencial para construir o Ceará que sonhamos.

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