Shein é 70% mais cara no Brasil do que nos EUA; entenda

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(Foto: Divulgação/Shein).

A Shein, referência global em moda rápida, apresenta alta disparidade de preços entre o Brasil e os Estados Unidos. Segundo o Índice Zara, desenvolvido pelo BTG Pactual, os produtos da empresa chinesa no mercado brasileiro são 70% mais caros que no mercado americano. Este dado evidencia a realidade do alto custo do varejo de moda no Brasil.

A equipe de analistas do BTG Pactual, formada por Luiz Guanais, Gabriel Disselli e Pedro Lima, avaliou uma cesta de produtos de vestuário em 15 mercados globais. O relatório compara não apenas a Shein, mas também outras marcas de fast fashion, como a Zara.

Desafios tributários e estratégias de mercado

O cenário brasileiro, marcado por um possível aumento na tributação de importações, pode nivelar as condições de mercado para a Shein em relação aos varejistas locais. Já que, segundo os analistas, apesar dos desafios na expansão da produção local, a Shein mantém vantagens significativas em estratégias de venda social e rápida adaptação ao mercado.

Nesse sentido, o relatório demonstra que em 2023 a Shein atingiu um marco impressionante no Brasil. Ela obteve um volume total transacionado de R$ 10 bilhões, superando em 40% o valor do ano anterior.

A Shein, mesmo com preços elevados no Brasil, mantém preços mais baixos que grandes concorrentes nacionais como Renner, Riachuelo e C&A.

Comparativo de preços com a Zara

A Zara, que deu nome ao índice do BTG Pactual, também mostra uma tendência de preços mais altos no Brasil em comparação aos EUA. O índice aponta que os preços da Zara no Brasil são 3% mais caros, uma diferença que se amplia para 85% após ajuste pela paridade do poder de compra.

Reflexão sobre o mercado de moda brasileiro

Os analistas do BTG Pactual também refletem sobre o dilema entre volume e preço no setor de moda. Eles observam um debate crescente sobre a força da marca versus a necessidade de ampliar volumes de vendas em um mercado desafiador como o brasileiro. Esse dilema se torna ainda mais pertinente com a entrada da Shein e outras operações internacionais no mercado brasileiro de moda fast fashion.

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