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Queda nos preços do boi gordo continua, entenda

Queda nos preços do boi gordo continua em fevereiro. (Foto: Pixabay/Pexels)
Queda nos preços do boi gordo continua em fevereiro. (Foto: Pixabay/Pexels)

O mercado do boi gordo tem enfrentado uma tendência de queda nos preços, conforme indicam os dados do Indicador Cepea/B3. A desvalorização, observada desde o início deste ano, reflete um cenário desafiador para o setor pecuário. Em fevereiro, o recuo foi de 3%, continuando a tendência de baixa registrada em janeiro, conforme análise de Fernando Henrique Iglesias, consultor de Safras & Mercado.

Análise dos fatores de pressão

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacou em audiência pública na Câmara dos Deputados os impactos dessa desvalorização para o produtor rural. Rafael Ribeiro, assessor técnico da CNA, apontou a maior oferta de animais, a demanda interna fraca e a queda nas exportações como principais causas da pressão de baixa nos preços.

Desempenho do mercado e exportações

Desde março de 2022, quando o preço da arroba do boi gordo atingiu um pico próximo de R$ 350,00 em São Paulo, houve uma queda significativa de 29,6%. A comparação anual de dezembro mostra uma redução de 15,5% nos preços. As exportações brasileiras de carne bovina também registraram um declínio, com uma redução de 2,2% no volume de embarques de janeiro a novembro deste ano em relação ao ano anterior. Os preços médios e o faturamento caíram 20,8% e 22,6%, respectivamente.

Impactos da doença da vaca louca e outros desafios

Ribeiro enfatizou os desafios enfrentados pelo setor, incluindo a doença da vaca louca (EEB) atípica registrada em fevereiro, que levou à suspensão das exportações para a China, principal importador. A menor demanda chinesa, influenciada pela recomposição do plantel de suínos e pelo menor crescimento econômico, também contribuiu para o cenário atual.

Influência do abate de bovinos na oferta

A disponibilidade de carne no mercado foi impactada pelo aumento no abate de novilhas e vacas, que cresceu 30,8% e 20,9%, respectivamente, até o terceiro trimestre de 2023 em comparação ao mesmo período de 2022. Esse incremento no descarte de fêmeas é uma resposta direta à queda de preços, afetando a dinâmica de oferta e demanda no setor.

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