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Milionários disputam vaga no conselho da Klabin

Milionários disputam vaga no conselho da Klabin
(Foto: Divulgação/Klabin).

A Klabin, uma das maiores produtoras de papel e celulose do Brasil, está no centro de uma intensa disputa pelo controle de uma vaga no conselho de administração. Com a assembleia programada para 16 de abril, os acionistas minoritários se encontram divididos entre apoiar a renovação ou manter os atuais membros.

Por um lado, representa-se um grupo de investidores brasileiros que inclui Luiz Barsi Filho e empresas de investimento como Guepardo Investimentos, BB Asset, Alaska Investimentos e Reag Investimentos. Este grupo propõe novos candidatos para o conselho, sugerindo Roberto Diniz Junqueira Neto e Louise Barsi como substitutos para Isabella Saboya e Mauro Cunha, atualmente conselheiros independentes.

Em contrapartida, a gestora de investimentos americana T. Rowe Price, detentora de 5,6% do capital total da Klabin e seu maior acionista individual, apresentou uma proposta alternativa no início da semana. Esta sugere a permanência de Isabella Saboya e Mauro Cunha, evidenciando uma preferência pela continuidade nas práticas de governança da companhia.

 

O ponto de discórdia entre os acionistas minoritários e a T. Rowe Price não é um fenômeno novo, mas sim o resultado de desacordos passados sobre distribuição de dividendos e investimentos, como os Projetos Caetê e Figueira. Estes últimos implicaram em grandes desembolsos financeiros para a Klabin, levantando preocupações sobre a alavancagem financeira e a conformidade com seu planejamento estratégico a longo prazo.

Mauro Cunha, conselheiro da Klabin, salientou a importância de uma transição ordenada para os cargos representados por minoritários no conselho, frisando a necessidade de adesão às práticas exemplares de governança corporativa. Ele observou que a trajetória de governança da Klabin ainda requer desenvolvimento, necessitando de debates contínuos sobre a alocação de capital e estratégias futuras.

Este contexto acompanha os desafios enfrentados pela Klabin em anos recentes, marcados por tensões entre a administração e o conselho de administração. Problemas anteriores, como a aquisição da marca Klabin por parte das famílias controladoras, destacam a complexidade das relações internas na empresa e a busca por uma governança que harmonize os interesses de todos os stakeholders.

A posição dos acionistas minoritários, especialmente de Luiz Barsi Filho e Louise Barsi, ainda está pendente de divulgação. No entanto, a Guepardo Investimentos já reiterou seu apoio a Louise Barsi e Roberto Diniz Junqueira Neto, antecipando uma eleição competitiva pela frente.

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