O Governo Federal está na expectativa de informações detalhadas da Petrobras para determinar a distribuição de dividendos extraordinários, conforme indicado pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Esta análise financeira essencial visa assegurar a execução do plano de investimentos futuros da estatal, mantendo um equilíbrio entre a distribuição de lucros e a sustentabilidade de projetos a longo prazo.
No último mês, a Petrobras optou por não liberar R$ 43,9 bilhões em dividendos extraordinários, mantendo os valores em uma reserva para futuros investimentos. Isso ocorreu mesmo após a companhia ter anunciado um lucro de R$ 124,6 bilhões em 2023. A decisão pendente do Conselho de Administração da Petrobras sobre a utilização dos dividendos retidos é fundamental, dado o papel da estatal na economia brasileira e no mercado de energia global.
“Essa reunião foi um desdobramento das outras três reuniões que nós já tivemos”, disse Haddad. “A decisão sobre o dividendo é um desdobramento da execução do plano de investimento. Toda a questão que está para ser debatida pela diretoria e, depois, pelo conselho é se vai ou não faltar recurso para execução do plano de investimentos.”
Na reunião, informou o ministro, o governo definiu um cronograma para que as informações da Petrobras cheguem o quanto antes para que o governo possa tomar uma posição embasada no Conselho de Administração da estatal. Porém, o cronograma ainda não foi detalhado.
Dívidas do Nordeste
Além dos dividendos da Petrobras, o governo também abordou demandas regionais, como o apoio às micro e pequenas empresas exportadoras e a renegociação de dívidas estaduais no Nordeste. Haddad disse que o Ministério da Fazenda analisará internamente o pedido sobre as dívidas estaduais e vai levar o tema para conhecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não participou do encontro no Planalto. O ministro destacou que a dívida dos estados nordestinos é “muito pequena” em relação aos débitos dos estados do Sul e do Sudeste.



