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Estudo da UnB revela impacto social negativo da JBS

Impacto negativo da JBS. (Foto: Divulgação/JBS)
Impacto negativo da JBS. (Foto: Divulgação/JBS)

A JBS, gigante do setor de carnes, é alvo de um estudo que relaciona sua presença em diversos municípios ao aumento da pobreza nessas localidades. O relatório, intitulado “Alimentando a Desigualdade: os custos ocultos do monopólio industrial da carne”, realizado pela doutoranda Raísa Pina, da Universidade de Brasília (UnB), sugere que, apesar do crescimento exponencial da empresa, os benefícios socioeconômicos prometidos não se materializaram nas comunidades onde atua.

Subsídios e crescimento

Nos últimos dez anos, a receita líquida da JBS cresceu 303%, impulsionada por cerca de 40 aquisições globais e um aumento de 2000% no salário de seus administradores. Este crescimento foi parcialmente financiado por empréstimos do BNDES, com taxas de juros abaixo do mercado, o que reforçou a posição da família Batista no controle da empresa, enquanto o BNDES se tornou o segundo maior acionista.

Impacto da JBS nos municípios

O estudo destaca que 11 dos 12 municípios com operações da JBS há mais de uma década viram um aumento no número de inscritos no programa Bolsa Família, indicando um crescimento da pobreza nessas áreas. Apenas São Miguel do Guaporé (RO) registrou uma diminuição na dependência do programa de assistência social.

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Salários e distribuição de lucros

Apesar da expansão e dos lucros, mais de 100 mil funcionários da JBS recebem, em média, R$ 1.700 mensais, pouco acima do salário mínimo. Em contraste, os altos executivos e administradores desfrutam de salários e bônus que somam milhões, com a família Batista recebendo a maior parte dos dividendos distribuídos, que ultrapassaram US$ 1 bilhão entre 2022 e 2023.

Reflexão sobre o modelo de desenvolvimento

A pesquisa sobre o impacto da JBS levanta questões sobre a eficácia das políticas públicas de incentivo à concentração de capital em grandes corporações sem um retorno social proporcional. Raísa Pina destaca a discrepância entre a riqueza gerada pela “maior empresa de alimentos do mundo” e o aumento da pobreza e da fome nas comunidades onde opera, apontando para um paradoxo na distribuição dos benefícios econômicos.

Políticas públicas e concentração de renda

O papel do BNDES e a política das “campeãs nacionais” são criticados pelo estudo, que associa essas estratégias a uma concentração de renda desfavorável às populações locais. As decisões e políticas públicas, que visavam à expansão internacional de empresas brasileiras, acabaram por favorecer um modelo de desenvolvimento que beneficia poucos às custas de muitos.

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