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Quem é Ailton Santos, o primeiro presidente negro do Banco Central?

Primeiro negro a presidir o Banco Central

Primeiro negro no Banco Central. (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)
Primeiro negro no Banco Central. (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)

Ailton de Aquino se tornou o primeiro negro a presidir o Banco Central. Ele assumiu a presidência interina devido à viagem de Roberto Campos Neto à Suíça. Campos Neto participou de reuniões do banco de compensações internacionais na Basileia.

Carreira de Ailton Aquino

Aquino é servidor do Banco Central há 25 anos. Ele entrou na instituição em janeiro de 1998. Além disso, durante sua trajetória, foi auditor-chefe, chefe de contabilidade, orçamento e execução financeira.

Formação acadêmica do primeiro negro no Banco Central

Ailton de Aquino possui dupla graduação. Ele se formou em ciências contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e em direito pelo Centro Universitário do Distrito Federal (UDF). Além disso, possui pós-graduação em ciências contábeis pela UNEB. Analogamente, ele também tem especializações em contabilidade internacional, engenharia econômica de negócios e direito público.

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Raízes baianas

Nascido em Jequié, no sudoeste da Bahia, Aquino morou no estado até 1997. Nesse sentido, ele destaca a importância da educação pública em sua trajetória. “Sou do vestibular de 1994, como qualquer menino do interior da Bahia. Ressalto a importância de uma universidade estadual, pública e gratuita”, diz Aquino. “A Uneb me propiciou isso”, acrescenta.

Desafios e objetivos

Além disso, em sua sabatina no Senado, Aquino comentou sobre a redução de juros. Ele acredita que a aprovação do arcabouço fiscal pode ajudar a reduzir as taxas de juros, especialmente a Selic. “Pode ser um indutor relevante para a redução das taxas de juros no devido momento”, afirmou.

Reconhecimento e reflexões

Aquino lembra das dificuldades enfrentadas em sua jornada. Ele saiu do interior da Bahia aos 17 anos para estudar ciências contábeis na Uneb em Salvador. “Vim de uma família pobre e sempre estudei numa escola pública”, recorda. “A caminhada na Uneb foi muito importante na minha vida”, completa.

Além disso, Aquino também reflete sobre seu papel como negro em posições de destaque. “Quando fui escolhido auditor, me diziam que não havia nenhum negro chefe de departamento no Banco Central”, conta. “Sou um negro competente ou um competente negro? Tenho certeza que o que a Uneb me entregou com muita competência, consegui avançar. E, acima de tudo, sendo negro como grande parte da população brasileira”, conclui.

Desempenho e impacto

Ailton de Aquino, portanto, será responsável por fiscalizar as instituições financeiras e garantir o cumprimento das normas. Ele expressa desconforto em ser chamado de “doutor” e “diretor”. “É da liturgia do cargo ser chamado de diretor, mas gosto mais de ser chamado de Ailton”, ressalta.

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