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Enchentes no RS impactam preços de aves e suínos

Impacto das enchentes na produção suína e avícola. (Imagem: Sandy Millar/Unsplash)
Impacto das enchentes na produção suína e avícola. (Imagem: Sandy Millar/Unsplash)

As exportações brasileiras de carne suína aumentaram 7,8% em abril, atingindo 112,7 mil toneladas, um aumento em relação às 104,5 mil toneladas do mesmo período do ano anterior, conforme informado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Esse crescimento inclui produtos tanto in natura quanto processados.

Contudo, o setor de carnes enfrenta desafios devido às recentes enchentes no Rio Grande do Sul, que têm causado um aumento nos preços locais, com expectativas de que essa alta se estenda para outras regiões do país. Atualmente, o preço do suíno vivo registrou um aumento de 4% no Paraná, 6,2% em Santa Catarina, e 2,3% no Rio Grande do Sul.

Situação estável na pecuária bovina

Diferentemente dos setores de suínos e aves, a pecuária bovina no Rio Grande do Sul não deverá sofrer grandes impactos nos preços, graças à resiliência das raças bovinas predominantes e à oferta ainda elevada no mercado.

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Impacto das enchentes na produção de soja

As enchentes também comprometeram a produção de soja no estado, essencial para a produção de farelo utilizado na ração animal. Estima-se que entre 2,5 milhões e 5 milhões de toneladas de soja foram perdidas, o que pode resultar em aumento nos custos de produção das carnes de frango e suíno, afetando os preços ao consumidor.

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Desafios na recuperação e perspectivas futuras

Com o impacto das enchentes, o setor produtivo está se mobilizando para a recuperação, com esforços para deslocar animais para unidades industriais com operação normalizada e garantir a entrega de ração nas granjas. No entanto, a recuperação completa do sistema produtivo pode levar até 30 dias, segundo a ABPA e associações locais.

Analistas preveem que os preços da carne de frango e suína podem subir nas próximas semanas, refletindo o aumento nos custos de produção e as dificuldades logísticas ainda existentes. Os danos às infraestruturas viárias também adicionam desafios ao escoamento da produção restante.

“O Rio Grande do Sul está entre os três maiores polos produtores de suínos e aves do Brasil e os municípios em calamidade pública correspondem a mais de 65% do rebanho avícola/suinícola do Estado. A indústria já voltou a operar, no entanto, o problema está em mensurar a quantidade de granjas que foram destruídas, na logística para chegar até essas granjas e em levar nutrição para esses animais”, pontuou Yago Travagini Ferreira, head de proteína animal da Agrifatto.

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