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Aumento dos roubos de relógios de luxo em São Paulo

Rolex, Patek Philippe, Hublot e Breitling são os mais visados

Roubos de relógios de luxo em São Paulo aumentam e preocupam.
(Foto: Antony Trivet/Pexels)

Era tarde de sábado (18/05), um empresário de 64 anos passeava na Avenida Brigadeiro Faria Lima, no Itaim Bibi, em uma Lamborghini verde, exibindo seu Rolex. O que deveria ser um dia tranquilo se transformou em um pesadelo quando, em questão de segundos, o ladrão roubou seu relógio de mais de R$ 200 mil. O bandido estava em uma motocicleta e apontou uma arma para a cabeça do motorista, que decidiu entregar o seu relógio prontamente. Quando o semáforo abriu, o empresário avançou com o carro de luxo contra o motoqueiro e os dois veículos colidiram com um poste. É por meio dessa abordagem que os roubos de relógios de luxo em São Paulo continuam a aumentar cada vez mais, agravando a sensação de insegurança na cidade.

O criminoso conseguiu escapar, abandonando a moto destruída e a arma do crime no local. A Polícia Militar apreendeu o revólver calibre 32 com a numeração raspada. O caso foi registrado no 14º Distrito Policial (DP), em Pinheiros.

Lamborghini avaliada em R$ 3 milhões após roubo do relógio Rolex em São Paulo. (Reprodução TV Globo)

Outros Casos Específicos

O conhecido médico Roberto Kalil Filho foi roubado no dia 12 de dezembro de 2023 quando chegava ao consultório, na Bela Vista, em São Paulo. Os ladrões levaram seu relógio Patek Philippe, modelo Nautilus, de ouro branco e calendário perpétuo, avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão. Kalil ganhou o objeto de presente de um xeique dos Emirados Árabes.

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Diversos relatos de vítimas ilustram a gravidade da situação. Maria Oliveira Vieira, uma empresária de 45 anos, teve seu relógio Breitling roubado em plena luz do dia na Avenida Paulista. “Foi tudo muito rápido. Eles sabiam exatamente o que estavam procurando,” relata. Outros casos semelhantes têm sido reportados em bairros nobres como Jardins e Itaim Bibi, onde a presença de itens de luxo é mais comum.

Aumento dos Roubos

Os roubos de relógios de luxo, como Rolex, Patek Philippe, Hublot e Breitling, têm registrado um aumento significativo em São Paulo nos últimos meses. A cidade de São Paulo registra a maior parcela dos casos (82%). Os bairros dos Jardins e Itaim-Bibi concentram um elevado número de ocorrências. Nestes bairros, há um grande número de bares, restaurantes, escritórios e hotéis. Foram 20 registros em 2023. Em 19 ocorrências, os assaltantes agiam de moto e em duplas.

Os números de ladrões e receptadores presos também impressionam. Em dois anos, a 4ª Delegacia de Investigação de Crimes contra o Patrimônio, do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), indiciou 360 pessoas, prendeu 124 em flagrante e pediu 236 prisões preventivas de ladrões e receptadores de relógios de luxo e joias roubadas.

No mundo, o roubo de relógios de luxo cresceu no ano passado, com soma de roubados e desaparecidos superando o valor de US$ 1,3 milhão (aproximadamente R$ 6,6 milhões). As informações são da The Watch Register, empresa que ajuda proprietários, casas de leilão e revendedores a identificar esses modelos.

Os registros da empresa apontaram para cerca de 80 mil exemplares roubados ou sumidos no período, em aumento de 60% comparado ao ano anterior. A marca mais visada foi Rolex, com vantagem, totalizando 44% dos relógios.

Ação Policial

A polícia prendeu um especialista em roubar relógios de luxo no eixo Rio-São Paulo em janeiro, no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo. Flavio Ezique Gonçalves, conhecido como Lacoste, estava foragido após a Justiça do Rio de Janeiro o condenar a 11 anos de reclusão devido a um roubo contra dois empresários na cidade do Rio. Além disso, essa prisão destaca a importância da cooperação entre as forças de segurança dos dois estados. Dessa forma, ações coordenadas podem ser realizadas para combater a criminalidade. Assim, a captura de Lacoste representa um passo significativo no combate aos crimes de luxo

Lacoste e outros criminosos armados cercaram o veículo das vítimas e roubaram um Rolex e um Hublot, que foi avaliado em R$ 113 mil. Em outra ação, Lacoste e um cúmplice roubaram um Rolex avaliado em R$ 58 mil no Leblon, Rio de Janeiro.

A quadrilha de Lacoste também foi responsável por roubos de relógios de luxo de personalidades como o técnico de futebol Wanderley Luxemburgo e a atriz Isis Valverde, conforme publicado pela CNN. Além disso, evidências indicam que os acessórios eram enviados para Miami, nos Estados Unidos.

Motivações e Impacto

Especialistas apontam diversas razões para o aumento desses crimes. A crise econômica pode estar impulsionando indivíduos a buscarem ganhos rápidos através de roubos. Além disso, a exposição de itens de luxo nas redes sociais pode estar tornando os proprietários mais vulneráveis. O impacto para as vítimas vai além da perda material, afetando também o senso de segurança pessoal.

Medidas de Segurança

Para combater essa onda de crimes, tanto a população quanto as autoridades estão adotando medidas preventivas. Algumas dicas de segurança incluem:

  • Evitar exibir itens de luxo em locais públicos.
  • Estar sempre atento ao ambiente ao redor.
  • Utilizar serviços de segurança privada, especialmente em áreas de maior risco.
  • Registrar os itens de valor e seus números de série para facilitar a recuperação em caso de roubo.

Especialistas em segurança recomendam que as vítimas não reajam durante um assalto e busquem imediatamente a polícia.

O aumento dos roubos de relógios de luxo em São Paulo é um problema complexo que exige uma abordagem multifacetada. Enquanto as autoridades trabalham para reforçar a segurança, os cidadãos precisam estar cientes dos riscos. Tomando precauções, é possível reduzir esses crimes e restaurar a sensação de segurança na cidade.

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