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Uber no Brasil completa 10 anos após início na clandestinidade

Plataforma diz ter 1 milhão de motoristas no país

Dez anos atrás, a UBER enfrentou restrições legais e resistência.
(Foto: Freestocks.org/Pexels)

A trajetória do Uber no Brasil começou em um cenário adverso. Dez anos atrás, a plataforma enfrentou restrições legais e resistência. Inicialmente, os vereadores de São Paulo proibiram o serviço, e os primeiros motoristas sofreram com apreensões de veículos e multas significativas. No entanto, o serviço continuou a ser oferecido e cresceu, tornando a regulamentação inevitável. Hoje, conforme publicado pela Folha de São Paulo, o Uber está presente em mais de 500 cidades brasileiras, com 30 milhões de passageiros cadastrados e mais de 1 milhão de motoristas, conforme dados de 2022.

Crescimento e Mudança no Serviço

Com o tempo, o Uber se consolidou como o principal serviço de transporte por automóveis nas metrópoles do Brasil. A empresa afirma ter intermediado mais de 6,7 bilhões de viagens e entregas nos primeiros sete anos de atividade no país, o que representa, no mínimo, 2,6 milhões de viagens por dia. Este crescimento coincidiu com uma queda no emprego formal no Brasil, tornando-se uma alternativa de renda para trabalhadores qualificados ou não.

Impacto no Mercado de Trabalho e Mobilidade

O Uber também significou uma mudança nas relações de trabalho, com o avanço do trabalho informal através de aplicativos, um fenômeno que passou a ser conhecido como “uberização”. Na mobilidade urbana, a popularização do Uber contribuiu para o declínio dos táxis e a intensificação do uso dos automóveis. Apesar disso, a frota de carros em São Paulo cresceu em ritmo menor do que nos dez anos anteriores.

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Desafios e Críticas

Especialistas destacam que a ascensão do Uber trouxe consequências para a segurança no trânsito e os direitos trabalhistas. A falta de seguro para terceiros em caso de acidente e a ausência de manutenção fiscalizada, exigida dos táxis, são algumas das preocupações. Além disso, as regras de remuneração dos motoristas e o preço cobrado dos passageiros são controlados pela empresa, ao contrário do táxi, onde os valores são tabelados pela prefeitura.

Protestos e Reações dos Motoristas

A insatisfação com a remuneração levou motoristas a protestar. O primeiro protesto significativo ocorreu em 2016, com novas paralisações no ano passado. Quando o serviço estreou em São Paulo, havia uma composição de preços fixa, baseada em valor inicial e cobranças por quilômetro rodado e minutos de corrida. Com o tempo, essa metodologia mudou, dificultando a comparação entre os valores cobrados há dez anos e agora.

Projetos de Futuro: Uber Freight

No ano passado, a Uber se uniu à startup de caminhões autônomos Waabi, com um plano de 10 anos em busca do caminho autônomo perfeito. O acordo prevê a integração dos dados de bilhões de quilômetros dirigidos sem motorista da Waabi à rede Uber Freight, braço de logística da gigante. A frota de teste da Waabi já iniciou projetos pilotos comerciais com embarcadores na rede Uber Freight, transportando mercadorias entre Dallas e Houston.

Uber Freight (Foto: Reprodução)

Esta parceria é o primeiro acordo comercial da Waabi divulgado ao público, apenas dois anos após o lançamento da startup. A Uber Freight já possui uma parceria com a Aurora Innovation e um acordo anterior com a Waymo Via. No entanto, a parceria com a Waabi promete uma integração tecnológica mais profunda, visando compreender o impacto dos veículos autônomos nas operações futuras.

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