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Brookfield considera vender BRK Ambiental por R$ 10 bilhões

Possível venda ou reestruturação da BRK Ambiental

Unidade da Brk Ambiental, em Maceió. (Foto: Divulgação)

Em 2022, a Brookfield iniciou discussões sobre a possibilidade de uma oferta pública inicial de ações (IPO) para a BRK Ambiental, mas o plano foi suspenso. A operação tinha como objetivo levantar capital para a empresa, mas a Brookfield já cogitava sua saída do investimento, que é considerado maduro. O principal obstáculo para o IPO foi a precificação, visto que o mercado desfavorável impedia que os papéis fossem vendidos pelo valor desejado.

Reestruturação e Planos de Venda

Após a reestruturação da BRK Ambiental no ano passado, a gestora canadense retomou a busca por alternativas no mercado para levantar capital. Uma fonte informou que, apesar do mercado fechado para aberturas de capital no momento, o setor de saneamento continua atraindo interesse de investidores. Isso ocorre em parte devido ao processo de privatização da Sabesp e às concessões e investimentos pesados previstos para os próximos anos.

A Brookfield, que adquiriu 70% da então Odebrecht Ambiental em 2017, avalia vender sua participação na BRK Ambiental. O Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS), que detém os 30% restantes, registrava a companhia de saneamento em seu balanço de 2022 com um valor de R$ 10 bilhões. A empresa passou a considerar alternativas para levantar capital na BRK Ambiental após os planos de IPO não avançarem.

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Banco de Assessoria e Alternativas de Venda

Para assessorar a operação, a Brookfield contratou os bancos BTG Pactual, Itaú BBA e Santander. As vendas de participação podem incluir as operações de Macaé (RJ), São Paulo e Cachoeiro (ES). Segundo fontes, o processo ainda está no início e a Brookfield não tem pressa para concluir a venda. A empresa estuda alternativas, como a venda de fatia na holding ou a venda das participações em operações específicas.

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Desafios e Alavancagem Financeira

Um dos desafios enfrentados pela BRK Ambiental é sua elevada alavancagem financeira. O indicador de dívida líquida sobre Ebitda encerrou o primeiro trimestre em 6,7 vezes, uma redução em relação ao ano anterior, que registrou 7,3 vezes, mas ainda considerado alto. O setor de saneamento é atrativo para investidores, em parte pela privatização da Sabesp e pela agenda de concessões e investimentos nos próximos anos.

Competitividade e Novas Licitações

A BRK Ambiental voltou a estudar novas licitações e se prepara para os grandes leilões estruturados pelo BNDES, como a concessão de Sergipe, prevista para o fim deste ano. No entanto, há dúvidas sobre a competitividade da empresa devido ao balanço pressionado e à indefinição societária. Desde o fim de 2020, quando conquistou a concessão da região metropolitana de Maceió com uma oferta de R$ 2 bilhões, a BRK adotou uma postura mais conservadora nos leilões.

Conforme publicado pelo Valor Econômico, procurada, a Brookfield não quis comentar o assunto.

História da Brookfield e da BRK Ambiental

A Brookfield, presente no Brasil desde 1899, administra ativos em mais de 30 países. O FI-FGTS, criado em 2007 e administrado pela Caixa Econômica Federal, possui os 30% restantes e foca seus recursos em projetos de infraestrutura no Brasil. A venda BRK Ambiental é um passo importante para os sócios articularem em conjunto.

A Brookfield é uma empresa de investimentos com mais de US$ 925 bilhões em ativos sob gestão, buscando gerar riqueza sustentável e de longo prazo.

Segundo comunicado, a companhia possui 2.400 profissionais de investimento e mais de 250.000 funcionários operacionais. Utiliza sua experiência para desenvolver as empresas que possui, alinhando interesses com seus parceiros. Apoia-se em informações e percepções globais para tomar decisões de investimento. Busca agregar valor aos negócios que controla.

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