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Inflação: Campos Neto revela expectativas e decisões do Banco Central

BC vê estabilização da inflação no longo prazo

Campos Neto se reuniu com empresários na última segunda (27). (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
Campos Neto se reuniu com empresários na última segunda (27). (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participou de um evento promovido pelo grupo Lide, em São Paulo, na última segunda-feira (27). Durante o encontro, ele abordou questões relacionadas às expectativas de inflação e decisões recentes do Banco Central (BC).

Expectativas de inflação em debate

Nesse sentido, Campos Neto mencionou que as expectativas de inflação melhoraram quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) manteve a meta de inflação em 3% para 2026. No entanto, essas expectativas voltaram a subir posteriormente, inclusive com ruídos recentes. “A expectativa de inflação voltou a subir… A gente entende que no longo prazo isso deve se estabilizar e voltar a melhorar”, disse o presidente do BC.

Campos Neto comenta as decisões do Copom

A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) gerou divisões. Nesse sentido, a decisão de baixar os juros de 10,75% para 10,5% ao ano não foi unânime. Além disso, dos nove membros, cinco votaram pela redução de 0,25 ponto percentual, enquanto quatro optaram por 0,5 ponto percentual. Campos Neto defendeu, portanto, que a decisão foi técnica e não política, ressaltando a importância de comunicar isso claramente para o mercado.

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Ruídos e comunicação

Desse modo, Campos Neto reconheceu que a divisão de votos no Copom gerou ruídos, mas afirmou que a decisão foi técnica. Ele explicou que o BC precisou reconsiderar o “forward guidance” (sinalização futura) devido a mudanças nas expectativas de inflação. “Achamos que ao longo do tempo, com nossa comunicação, as pessoas vão entender que a divisão do Copom foi técnica”, disse Campos Neto.

Fatores externos e internos

Campos Neto também destacou a influência de fatores externos e internos nas expectativas de inflação. Entre eles, a incerteza sobre o impacto fiscal do socorro emergencial ao Rio Grande do Sul e ruídos relacionados às contas públicas no Brasil. Além disso, ele mencionou que a inflação no Brasil está convergindo para a meta e se comportando de forma benigna no curto prazo.

O presidente do BC expressou também preocupação com os resultados gerados por alterações climáticas, que afetam diretamente as decisões monetárias. Nesse sentido, ele comentou sobre o cenário global, destacando a preocupação dos investidores com a inflação, especialmente nos Estados Unidos. “Precisamos ver como o cenário externo vai se comportar. Parece que teremos queda de juros (nos EUA) no fim do ano. Não tem pressão tão grande para o Fed cortar juros neste momento”, enfatizou.

Desvinculação de pisos

Por outro lado, o presidente comentou sobre a proposta de desvincular os pisos de saúde e educação do salário mínimo em relação à previdência e benefícios. Nesse sentido, ele acredita que a desvinculação seria positiva, pois atualmente os gastos com saúde e educação crescem na mesma proporção das receitas públicas.

Ao final de sua apresentação, Campos Neto reafirmou a importância da comunicação técnica e transparente do BC. Ele acredita que, com o tempo, o mercado entenderá as decisões tomadas pela instituição, ressaltando que a divisão no Copom foi uma discussão técnica sobre as melhores práticas para a política monetária do Brasil.

“Tem uma tentativa de politizar as decisões. Não foi isso que aconteceu, é só mais um momento que temos que manter a serenidade, falar que foi técnico. O tempo é o melhor remédio, acho que as nossas decisões vão mostrar que são técnicas”, finalizou.

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