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Declarações de Campos Neto impactam mercado financeiro

Expectativas de inflação sobem e mercado reage

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (Foto: Raphael Ribeiro/BCB).

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, comentou na sexta-feira (25/05) que as expectativas da inflação para 2024 estão subindo. Ele disse que isso é uma má notícia para a autarquia. Em um seminário do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), no Rio de Janeiro, ele apontou os fatores para esse aumento. A questão fiscal, a indefinição sobre a taxa de juros nos Estados Unidos e a credibilidade do próprio BC foram mencionadas.

Desde o corte da Selic para 10,5% em 8 de maio, as expectativas de inflação para 2024 subiram de 3,73% para 3,8%, e para 2025 de 3,64% para 3,74%. Ambas as projeções se distanciaram da meta de 3%, indicando uma perda de confiança na autoridade monetária.

Reações do Mercado

As declarações de Campos Neto, feitas na tarde de ontem, reforçaram a alta dos juros e do câmbio. Após um início de dia em queda, os contratos de juros reverteram o sinal e começaram a subir. Por volta das 17h15, as taxas dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 avançaram de 10,390% para 10,405%. Os DIs para janeiro de 2027 subiram de 11,080% para 11,135%. O dólar à vista fechou com alta de 0,27%, cotado a R$ 5,16, o maior valor de fechamento desde 30 de abril. Na semana, a moeda acumulou valorização de 1,29%, reduzindo as perdas no mês para 0,47%.

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Impactos Externos e Internos

O movimento refletiu uma postura conservadora do mercado, já que haverá feriado nos EUA na segunda-feira. Internamente, a agenda não é positiva, com dúvidas crescentes sobre a política fiscal e a troca de presidente da Petrobras.

O empresário Geldo Machado, presidente do grupo financeiro Valorizecred e do SINFAC, nos estados do Ceará, Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte, comentou que o mercado não aceitou bem a última decisão do Copom, que diminuiu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual. Na última reunião, a decisão foi tomada por cinco votos a quatro, sendo todos os votos de diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defenderam um corte de 0,5 ponto.

Mudanças Futuras

Com o término dos mandatos de Campos Neto e de outros dois diretores indicados em governos anteriores ao fim deste ano, Lula nomeará mais três membros para o Copom em 2025. Esse cenário adiciona mais incertezas sobre o rumo da política monetária no Brasil.

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