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Cobasi na mira da Justiça: R$ 50 milhões por tragédia em loja

Defensoria Pública do RS processa Cobasi após tragédia

Ação judicial da Cobasi. (Foto: Divulgação/Cobasi)
Ação judicial da Cobasi. (Foto: Divulgação/Cobasi)

No início do mês de maio, um alagamento atingiu a loja da Cobasi no subsolo de um shopping em Porto Alegre, resultando na morte de dezenas de animais. Após o ocorrido, a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul entrou com uma ação judicial contra a empresa, exigindo uma indenização de R$ 50 milhões por danos ambientais e à saúde pública.

Ações e reações

Após o incidente, testemunhas relataram que a loja permaneceu acessível por vários dias, mas os animais não foram resgatados. Nesse sentido, a gerente da loja alegou ter deixado comida e água suficientes para alguns dias, mas não voltou ao local. Os funcionários moveram, por fim, equipamentos eletrônicos para o mezanino, mas deixaram os animais no subsolo.

Ação judicial e declarações da Cobasi

A Cobasi afirmou que a loja foi evacuada de acordo com as orientações das autoridades locais. Em nota, a empresa lamentou profundamente a perda dos animais e garantiu sua cooperação com as investigações. A Cobasi destacou, ainda, sua parceria de longa data com ONGs de proteção animal e suas recentes doações para apoiar a região afetada.

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Infelizmente, a proporção do evento climático na região foi tão devastadora que provocou uma inundação sem precedentes no shopping e levou à perda de vida de pequenos roedores, aves e peixes que estavam na loja. Importante ressaltar que não havia cães ou gatos no estabelecimento. A inundação levou também à destruição de quase a totalidade dos principais equipamentos e do estoque de produtos da loja.
A Cobasi lamenta profundamente o ocorrido”, informou em nota.

Investigação e medidas tomadas

No dia 23 de maio, a Polícia Civil, em colaboração com o Ibama, retirou 38 animais mortos da loja. A Defensoria Pública afirmou que a Cobasi teve tempo para salvar os animais, mas não agiu. O órgão pede ainda R$ 50 milhões e proibição da venda de animais.

Defesa e contexto

Nesse sentido, pautando a ação judicial, a defesa da Cobasi classificou o valor da indenização como “absurdo” e argumentou que a empresa foi surpreendida por uma catástrofe natural sem precedentes. Além disso, o Ministério Público do Rio Grande do Sul apoiou a proibição da venda de animais na loja envolvida.

Ações do governo

Por outro lado, na última sexta-feira (31), o governo do Rio Grande do Sul apresentou o Plano Estadual de Ação de Resposta à Fauna. Esse plano define ações e responsabilidades para animais domésticos, domesticados, silvestres e de produção de todos os tamanhos, devido à calamidade pública nos municípios do Estado. Por fim, a Defesa Civil informou que resgatou mais de 12.500 animais, tanto domésticos quanto silvestres, desde o início da calamidade causada pelas chuvas.

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