Na manhã desta quinta-feira, 06 de junho, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) deu início a uma série de eventos de divulgação do Programa Brasil Mais Produtivo. A iniciativa, conduzida pelo SENAI Ceará e pelo SEBRAE Ceará, tem como meta melhorar o desempenho e a competitividade das micro, pequenas e médias empresas industriais.
Investimentos e Parcerias
Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa conta com um aporte de R$ 2,037 bilhões. Visa atender presencialmente 93 mil empresas até 2027. A iniciativa resulta da colaboração com entidades como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também inclui a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Discurso do Presidente da FIEC
Ricardo Cavalcante, Presidente da FIEC e Vice-Presidente Executivo da CNI, teve sua mensagem lida por Paulo André Holanda, Diretor Regional do SENAI Ceará. Cavalcante destacou a importância do programa para a economia local, mencionando que a indústria cearense representa 20,5% do PIB estadual e contribui com 23% da arrecadação de ICMS. Ele afirmou que o Brasil Mais Produtivo é uma oportunidade para impulsionar a inovação e aumentar a competitividade.
Diretrizes e Metas do Programa
O Brasil Mais Produtivo está alinhado com a nova política industrial brasileira, lançada pelo Governo Federal em janeiro. O SENAI e o SEBRAE trabalham juntos para identificar e resolver problemas de gestão e produção, com o objetivo de aumentar a produtividade. No Ceará, setores como alimentos, metalmecânica, construção civil e moda já superaram a meta de 20% de aumento de produtividade em menos de três meses.
Formas de Participação
As empresas interessadas devem se cadastrar na plataforma brasilmaisprodutivo.mdic.gov.br. Segundo Paulo Miranda, Consultor Líder do programa no Ceará, o cadastro é essencial para verificar a possibilidade de ganhos de produtividade de pelo menos 20%.
Modalidades de Atendimento
- Plataforma de produtividade: Aberta para 200 mil micro, pequenas e médias empresas, oferecendo acesso gratuito a conteúdos sobre produtividade e transformação digital.
- Diagnóstico e melhoria de gestão: Atendimento a 50 mil micro e pequenas empresas industriais com ações de inovação e gestão utilizando a metodologia ALI do SEBRAE.
- Otimização de processos industriais: Consultorias especializadas para 30 mil micro e pequenas indústrias e 3 mil médias indústrias, além de educação profissional para os trabalhadores.
- Transformação Digital: Aplicação de projetos de PD&I em 8,4 mil micro, pequenas e médias indústrias para desenvolver novas tecnologias.
Impacto Econômico
Joaquim Cartaxo Filho, Diretor Superintendente do SEBRAE Ceará, destacou que 88% dos CNPJs ativos no Ceará são de micro e pequenas empresas. Ele reforçou a importância do programa para esses negócios. Carlos Geraldo Santana, Diretor de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da ABDI, enfatizou a necessidade de digitalização e eficiência energética. Isso visa aumentar a produtividade e a geração de empregos.
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Oportunidades na Indústria
Marcelo Priim, Diretor de Operações da Embrapii, afirmou que o momento atual é ideal para a indústria, com recursos financeiros disponíveis e uma política industrial robusta.
Flávio Marinho, Gerente de Negócios, Inovação e Tecnologia do SENAI Nacional, destacou que o programa, embora recente, já está planejando ações para os próximos anos.
O Programa Brasil Mais Produtivo, alinhado com a nova política industrial brasileira, busca aumentar a produtividade e promover a transformação digital das micro, pequenas e médias empresas.
Com apoio do Governo Federal, o programa pretende impactar até 200 mil empresas industriais e realizar mais de 90 mil atendimentos.











