A organização internacional Global Witness testou a eficácia da moderação de anúncios no TikTok, YouTube e X (antigo Twitter) antes das eleições da UE, marcadas para os dias 6 a 9 de junho. O grupo enviou 16 anúncios falsos sobre as eleições, incluindo avisos enganosos sobre violência nas pesquisas e falsas mudanças na idade legal para votar.
Resultados do teste
Entretanto, o TikTok, popular entre jovens eleitores, aprovou todos os 16 anúncios falsos. O YouTube aprovou 14, enquanto o X rejeitou todos os anúncios e suspendeu as contas falsas. Em relatório publicado na última terça (4), a Global Witness criticou fortemente o TikTok por sua falha em detectar desinformação eleitoral, ressaltando a necessidade de ação imediata para proteger a democracia.
Reações e medidas adotadas contra desinformação eleitoral
Em resposta ao relatório, o TikTok reconheceu que os anúncios violavam suas políticas e atribuiu a aprovação a um “erro humano”. Além disso, a plataforma afirmou ter implementado novos processos para evitar futuras falhas. A Global Witness, por sua vez, apresentou uma reclamação formal aos reguladores irlandeses, apontando possíveis violações das regras europeias de mitigação de ameaças eleitorais.
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Contexto e importância
Nesse sentido, o relatório da Global Witness destaca a importância de plataformas de mídia social agirem contra a desinformação, especialmente em anos de eleições importantes. Peck, um ativista da organização, enfatizou que essas plataformas têm sistemas para detectar conteúdo inadequado, mas ainda falham em sua aplicação. De tal maneira, a organização deletou os anúncios após a aceitação pelo TikTok para evitar sua disseminação.
Pressão internacional
Nos Estados Unidos, o TikTok enfrenta pressão adicional, com o presidente Joe Biden sancionando um projeto de lei que pode banir a plataforma se não for vendida em um ano. A Global Witness alertou que, apesar de algumas medidas serem tomadas, o TikTok ainda precisa melhorar sua capacidade de filtrar desinformação eleitoral.
Outras investigações
Essa não é, porém, o primeiro grande problema da empresa com o bloco europeu. Em fevereiro deste ano, a União Europeia iniciou uma investigação formal sobre o TikTok para verificar se a plataforma está tomando medidas adequadas para proteger menores e cumprindo a histórica Lei de Serviços Digitais. A comissão está avaliando se a empresa, pertencente à chinesa ByteDance, atende aos requisitos para mitigar o risco de vício no conteúdo e garantir a privacidade e segurança dos menores.
Esta foi a segunda vez em poucos meses que a comissão iniciou um processo formal contra uma grande rede social. Em dezembro de 2023, a UE anunciou uma investigação sobre o X, anteriormente conhecido como Twitter, para verificar o cumprimento das obrigações legais no combate à disseminação de conteúdos ilegais e desinformação.



