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Economia Criativa no 4T23: Observatório Itaú divulga dados inéditos

Panorama do emprego na Economia Criativa

Veja como a economia criativa evoluiu no 4T23. (Foto: Divulgação)
Veja como a economia criativa evoluiu no 4T23. (Foto: Divulgação)

A Economia da Cultura e das Indústrias Criativas demonstrou um crescimento no número de postos de trabalho em 2023, com 287 mil novas vagas, atingindo um total de 7,8 milhões de trabalhadores ativos. Este número é o mais alto desde 2012, segundo dados compilados pelo Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc) do IBGE.

Os segmentos analisados incluem moda, atividades artesanais, indústria editorial, cinema, rádio e TV, música, desenvolvimento de software e jogos digitais, serviços de tecnologia da informação, arquitetura, publicidade e serviços empresariais, design, artes cênicas, artes visuais, museus e patrimônio.

Os setores que mais cresceram foram Design (29%), Música (24%), Desenvolvimento de Software e Jogos Digitais (18%) e Gastronomia (16%). Em contrapartida, o setor editorial sofreu uma queda de 20% no número de trabalhadores especializados, sinalizando uma crise no setor com uma migração desses profissionais para outras áreas econômicas.

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Informalidade no mercado de trabalho criativo

A informalidade no mercado de trabalho criativo cresceu 5% em 2023, enquanto na economia brasileira como um todo, esse aumento foi de 3%. Atualmente, 37% dos trabalhadores do setor criativo estão em condições informais, totalizando 2,9 milhões de pessoas.

A pesquisa também revelou disparidades salariais entre diferentes grupos demográficos. No quarto trimestre de 2023, os profissionais negros ganhavam, em média, R$ 2,8 mil, enquanto trabalhadores pardos recebiam R$ 3 mil. Estes valores são 45% inferiores aos salários dos trabalhadores brancos, que ganhavam R$ 5,3 mil. Mulheres no setor criativo ganhavam, em média, R$ 3,2 mil, 42% menos do que homens, cujo salário médio era de R$ 5,6 mil.

A diferença salarial é ainda mais acentuada entre mulheres negras e homens brancos. Mulheres negras ganhavam, em média, R$ 2,2 mil, quase 67% menos do que homens brancos, que tinham um rendimento médio de R$ 6,9 mil.

Concentração de trabalhadores brancos

Os setores de Publicidade e Serviços Empresariais, Design, Arquitetura e Tecnologia da Informação apresentaram alta concentração de trabalhadores brancos, com percentuais variando de 63% a 70%. Em contrapartida, a participação de negros nos setores culturais foi de 50%, mas na tecnologia, essa participação caiu para 34%.

O emprego na economia criativa teve variações regionais entre os estados brasileiros. Sergipe (+28%), Roraima (+27%), Alagoas (+25%) e Goiás (+18%) foram os estados com maiores crescimentos no emprego. Em contrapartida, estados como Rio Grande do Norte (-18%), Piauí (-14%) e Mato Grosso do Sul (-13%) registraram as maiores quedas.

Boletim do Observatório Itaú Cultural

Entre o quarto trimestre de 2022 e o quarto trimestre de 2023, o emprego na economia criativa teve uma variação positiva de 4%, adicionando 287 mil postos de trabalho, alcançando 7.747.315 trabalhadores. Esta recuperação foi percebida após uma queda de 4% entre o final de 2022 e o primeiro trimestre de 2023, seguida por recuperações consecutivas nos trimestres subsequentes.

A taxa de variação no emprego da economia brasileira foi de 2% (1,6 milhões de postos de trabalho) no mesmo período. Apesar de uma queda no início de 2023, a economia brasileira recuperou-se, criando 3,1 milhões de postos de trabalho até o final do ano.

Crescimento setorial e formalização do trabalho

Entre os setores que mais cresceram, destacam-se os trabalhadores especializados em Tecnologia, com um aumento de 22%. Outros setores com crescimento foram Design (29%), Música (24%), Desenvolvimento de Software e Jogos Digitais (18%) e Gastronomia (16%).

Em termos de formalização, os postos de trabalho formais na economia criativa cresceram 3%, enquanto a informalidade aumentou 5%. No agregado da economia brasileira, a informalidade cresceu 3%, indicando que o aumento da informalidade foi mais pronunciado na economia criativa.

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Desigualdades de gênero e raça/cor

O perfil dos trabalhadores da economia criativa permaneceu basicamente o mesmo entre 2023 e 2024, com uma participação masculina ligeiramente maior (57%) em comparação com os trabalhadores negros (41%). Essa composição tem se mantido similar desde 2022.

No 4º trimestre de 2023, o salário médio na economia criativa foi de R$ 4,5 mil, superior ao salário médio da economia brasileira de R$ 3 mil. No entanto, as disparidades salariais de gênero e raça/cor são evidentes. Mulheres pretas continuam enfrentando as maiores disparidades salariais, com rendimentos quase 67% inferiores aos dos homens brancos.

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