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Redução na emissão de CO2: o preço do combate às mudanças climáticas

Sociedade e lideranças evitam custos para reduzir emissões, apesar da urgência climática.

Redução de emissões de CO2 em debate.
(Foto: Marcin Jozwiak/Pexels)

A redução na emissão de CO2 é amplamente reconhecido como essencial para combater as mudanças climáticas, mas quem está disposto a pagar o preço? Martinho Seiiti Ono, CEO da SCA Brasil, levantou esta questão durante um debate no 17º Congresso Nacional de Bioenergia. A União Nacional da Bioenergia (UDOP) promoveu o evento em Araçatuba (SP).

Histórico e Medidas no Brasil

Desde a histórica ECO-92 no Rio de Janeiro, as mudanças climáticas têm sido um tema recorrente em diversos encontros globais. Segundo Ono, o Brasil já implementou várias medidas eficazes, como a adoção de energias renováveis. Ele destacou que 32 milhões de veículos flex no país utilizam 100% de etanol, e mesmo os carros a gasolina usam 27% de etanol anidro no combustível.

Avanços e Desafios Recentes

No evento, Ono destacou o uso da bioeletricidade gerada a partir do bagaço de cana nas usinas sucroenergéticas, além de políticas como o programa RenovaBio e a emenda constitucional EC 125. “Para evoluir mais, precisamos garantir maior previsibilidade e segurança jurídica, sem interferências políticas”, afirmou, citando mudanças tributárias recentes como exemplo de desafios enfrentados.

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Crescimento da Produção de Etanol de Milho

Além disso, ele ressaltou o crescimento na produção de etanol de milho, mencionando que é natural os produtores optarem pelo produto mais rentável. Nos últimos 10 anos, os produtores priorizaram a produção de açúcar em detrimento do etanol. No entanto, o Brasil ainda mantém o potencial para liderar no uso de biocombustíveis, tanto no mercado interno quanto no externo.

Oportunidades na Transição Energética

No contexto da transição energética, Ono apontou diversas oportunidades, como os combustíveis sustentáveis para aviação (SAFs) e para a marinha. Essas áreas representam segmentos importantes a serem explorados para expandir o uso de biocombustíveis.

Participação e Conteúdo do Evento

O debate também contou com a participação de Haroldo José Torres, sócio-diretor do Pecege Consultoria e Projetos, e Tarcilo Ricardo Rodrigues, diretor da Bioagência. O evento reuniu 280 palestrantes, moderadores e debatedores, além de mais de 1.800 congressistas, que participaram de 13 salas temáticas e um painel magno, totalizando mais de 120 horas de conteúdo.

O desafio da Redução na emissão de CO2 continua a ser um tema crucial, exigindo ações coordenadas e investimentos elevados. A experiência do Brasil em energias renováveis e biocombustíveis serve como exemplo. No entanto, a evolução dependerá de políticas estáveis e previsíveis. Essas políticas precisam incentivar a inovação e o crescimento sustentável.

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