Inteligência artificial no setor financeiro: o impacto da regulação

A regulação da inteligência artificial preocupa o setor financeiro, que busca equilíbrio entre inovação e segurança nas normas propostas.
Inteligência artificial no setor financeiro: o impacto da regulação
(Imagem: Designed by Freepik)

O Projeto de Lei (PL) 2.338/2023, que estabelece um marco legal para a inteligência artificial (IA) no Brasil, está gerando discussões no setor financeiro. A proposta cria normas para o desenvolvimento e uso de IA, mas entidades do setor expressam preocupação com a centralização da regulação.

Inteligência artificial e as normas setoriais

O setor financeiro argumenta que precisa garantir que a IA continue a ser regulada por órgãos com experiência, como o Banco Central (BC) e o Conselho Monetário Nacional (CMN). A versão mais recente do PL propõe que o SIA atue apenas em setores que não possuem regulação própria.

Daniel Stivelberg, coordenador de governança de dados da Zetta, destaca que é essencial coordenar o SIA com os órgãos setoriais para desenvolver regras em conjunto com autoridades que conhecem o mercado.

Uso da inteligência artificial no sistema financeiro

Atualmente, 96% das instituições financeiras no Brasil utilizam IA em operações, desde o atendimento ao cliente até a prevenção de fraudes. Esse avanço traz benefícios, mas também impõe desafios regulatórios. A pesquisa da Febraban de 2024 mostra que a IA é essencial para inovação no setor, mas a regulação deve acompanhar esse avanço sem limitá-la.

O Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que depender da importação de tecnologia e criar barreiras para startups são riscos importantes. O TCU também destacou que o excesso de regulação pode desacelerar a inovação e diminuir a competitividade do país.

Inovação e regulação: buscando o equilíbrio

Cristina Alves, pesquisadora de Direito e Govtech, defende que a regulação da IA deve equilibrar a promoção da inovação com a proteção dos consumidores e a garantia da segurança dos sistemas. Para ela, o risco de criar um excesso de normativas pode dificultar o crescimento de empresas.

Foto de Vitoria Costa Pinto

Vitoria Costa Pinto

Vitória Costa Pinto, estudante de Comunicação Social na UFBA, iniciou sua carreira em 2019 como redatora. Atuou como social media, gestora de projetos e planejadora de conteúdo, consolidando-se como jornalista em 2024. Apaixonada por política, economia e negócios, acredita no poder transformador da comunicação.

Mais lidas

Últimas notícias