Nesta quinta-feira (12), o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores do Brasil, encerrou o pregão com queda de 2,74%, registrando 126.042,21 pontos. A redução ocorreu após o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciar um aumento de 1 ponto percentual na taxa Selic, que agora está em 12,25% ao ano.
O Banco Central também sinalizou novas elevações para as próximas reuniões, previstas para janeiro e março de 2025, o que ampliou a percepção de juros altos por mais tempo. Este cenário afetou o mercado acionário e impulsionou o dólar à vista, que fechou em alta de 0,86%, cotado a R$ 6,0072.
Setores em destaque do Ibovespa: varejo lidera quedas
O aumento da taxa de juros impacta diretamente o consumo, o que pressionou ações de empresas do varejo e de consumo não essencial. Pão de Açúcar (PCAR3) liderou as perdas com recuo de 11%. Carrefour (CRFB3) e Magazine Luiza (MGLU3) também registraram baixas relevantes.
Entre as blue chips, Petrobras (PETR4; PETR3) e Vale (VALE3) tiveram desempenho negativo, contribuindo para o recuo do índice. A única alta do Ibovespa foi registrada pela Hapvida (HAPV3), que subiu com expectativas de reajustes em planos de saúde.
Saúde do presidente Lula também preocupa
Outro ponto de atenção foi o estado de saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele segue internado na UTI após um procedimento para drenar um hematoma no crânio. A previsão é de que ele deixe a UTI nesta sexta-feira (13), conforme informado pela equipe médica.
Mercado financeiro internacional
Os mercados internacionais também registraram baixa. Nos Estados Unidos, o aumento inesperado nos pedidos de auxílio-desemprego, que somaram 242.000 na última semana, trouxe incertezas. Além disso, o índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,4% em novembro, acima das previsões do mercado.
O S&P 500 caiu 0,54%, o Dow Jones recuou 0,53% e o Nasdaq perdeu 0,66%.
Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) reduziu a taxa básica de juros para 3% ao ano, mas a medida não foi suficiente para evitar o pessimismo. O índice Stoxx 600 fechou em baixa de 0,14%, refletindo preocupações sobre a economia global.



