ADRs brasileiras operam em alta após vitória de “Ainda Estou Aqui” no Oscar

Após vitória de Ainda Estou aqui no Oscar, ADRs brasileiras estão em alta
Um dia após vitória de Ainda Estou aqui no Oscar, ADRs brasileiras operam em alta. Imagem: Reprodução/Instagram.

As ADRs brasileiras em alta refletem o otimismo dos investidores após a vitória histórica do Brasil no Oscar 2025. Enquanto a B3 permanece fechada devido ao feriado de Carnaval, as bolsas internacionais seguem operando normalmente. Nesta segunda-feira (3), as ações de grandes empresas brasileiras negociadas em Nova York registram fortes ganhos, impulsionando ETFs que replicam esses papéis. Dessa forma, o mercado demonstra confiança no desempenho econômico do Brasil.

ADRs brasileiras em alta: Petrobras e Vale avançam

Por volta das 14h18 (horário de Brasília), as ADRs da Petrobras exibiam forte valorização. Os recibos que representam as ações ordinárias (PBR) subiam 2,17%, sendo negociados a US$ 13,64. Já as ADRs das ações preferenciais (PBRa) avançavam 2,09%, atingindo US$ 12,47. Esse movimento reflete o apetite dos investidores por ativos brasileiros.

Além disso, os recibos de ações da Vale também registravam alta expressiva. Com valorização de 1,75%, as ações da mineradora eram cotadas a US$ 9,60. Esse desempenho reflete o bom humor do mercado com o Brasil após a conquista do Oscar, além da recuperação gradual do setor de commodities.

ETFs seguem tendência de alta

A movimentação positiva das ADRs brasileiras em alta também impacta os principais ETFs que replicam carteiras de ações nacionais. O Dow Jones Brazil Titans 20 (BR20), que inclui os 20 papéis brasileiros mais negociados em Nova York, avançava 2,18%, alcançando 16.368,75 pontos. Esse aumento reforça a confiança dos investidores estrangeiros no desempenho das empresas brasileiras.

Já o iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), outro fundo relevante para o mercado brasileiro, registrava um avanço de 2,03%, sendo negociado a US$ 24,60. A valorização desses ETFs indica um interesse crescente nos ativos brasileiros, fortalecendo a perspectiva de alta para os próximos dias.

ADRs brasileiras destoam de Wall Street

Enquanto as ADRs brasileiras em alta animam os investidores, as bolsas americanas operam em queda. O mercado nos Estados Unidos reage negativamente às declarações do presidente Donald Trump, que confirmou a aplicação de tarifas de 25% sobre importações do Canadá e México. Embora representantes da Casa Branca indiquem que os impostos possam ser menores, o temor de impactos na produção e no consumo já afeta o mercado.

Por volta do meio da tarde, os principais índices de Nova York apresentavam recuo:

  • Dow Jones: -0,14%, para 43.779 pontos;
  • S&P 500: -0,14%, rumo a 5.945 pontos;
  • Nasdaq: -0,42%, marcando 18.774 pontos.

Dessa maneira, a alta das ADRs brasileiras contrasta com o desempenho negativo das bolsas americanas, evidenciando um cenário favorável para o mercado nacional.

O que esperar para os próximos dias?

O desempenho positivo das ADRs brasileiras em alta pode indicar uma tendência favorável para os investidores quando a B3 reabrir na quarta-feira (5). O entusiasmo com o cenário externo, aliado ao impacto da vitória brasileira no Oscar, pode gerar reflexos no mercado nacional. Além disso, a recuperação das commodities e a expectativa por novas políticas econômicas contribuem para um ambiente de maior otimismo.

Além disso, a retomada das operações no Brasil contará com a divulgação de novos dados econômicos e possíveis ajustes na precificação dos ativos, conforme os investidores absorvem o cenário global. Por isso, o mercado deve seguir atento às movimentações internacionais e ao comportamento dos papéis brasileiros nos próximos pregões.

Foto de Lisley Cruz

Lisley Cruz

Lisley Cruz é graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), com experiência prática em comunicação estratégica, produção de conteúdo e cobertura de temas ligados à economia, negócios e inovação. Atuou como social media e redatora em agências e empresas, contribuindo para o desenvolvimento de campanhas segmentadas, roteiros institucionais e conteúdos voltados para públicos corporativos. Participou de intercâmbio acadêmico na University of Georgia (EUA), onde aprofundou sua compreensão sobre comunicação internacional e tendências digitais aplicadas ao jornalismo econômico.

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