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Exportações brasileiras de pescado travam com tarifa dos EUA

O setor de pescado brasileiro enfrenta um momento crítico após a tarifa de 50% imposta pelos EUA, resultando na suspensão de 1.500 toneladas de exportações de tilápia. Com 81% das exportações destinadas aos EUA, a dependência do Brasil é alarmante. A crise impacta a receita e provoca cancelamentos de contratos. Indústrias buscam alternativas, mas a falta de diversificação exige ação urgente.
Contêineres refrigerados com peixes prontos para embarque ilustram as exportações brasileiras de pescado em porto nacional.
Com o cenário de incerteza, indústrias brasileiras e importadores dos Estados Unidos começaram a cancelar contratos e suspender embarques programados. (Imagem: Ilustrativa)

O setor de pescado brasileiro enfrenta um dos seus momentos mais delicados. Após o anúncio da tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros, as exportações brasileiras de pescado sofreram um golpe direto: cerca de 1.500 toneladas tiveram embarque suspenso, segundo a Exame. A interrupção atinge em cheio a tilápia, principal produto exportado, e deixou produtores com contêineres prontos, mas sem destino certo.

Tilápia domina exportações brasileiras de pescado e expõe risco

Em 2022, o Brasil exportou US$ 23,8 milhões em pescado, sendo 81% destinados aos Estados Unidos, segundo a Embrapa. A tilápia responde por 98% desse volume, especialmente na forma de filés congelados. Essa dependência de um único destino e espécie amplia a exposição a choques comerciais e políticos.

A PeixeBR estimou em US$ 9 milhões os contratos suspensos após o anúncio da tarifa. O presidente da entidade, Francisco Medeiros, alertou: “A piscicultura brasileira está atrelada ao mercado americano. Essa suspensão representa prejuízo imediato.”

A Abipesca reforça que o setor de pescados é o mais impactado pela tarifa de Trump. Segundo a entidade, o mercado americano representa 80% das exportações brasileiras do setor, com receita de US$ 244 milhões anuais. Os principais produtos exportados incluem lagosta do Ceará, tilápia do Sul e Sudeste, pargo do Pará, corvina e atum. Com o cenário de incerteza, indústrias iniciaram o cancelamento de contratos e embarques.

Nordeste sofre com impacto das exportações brasileiras de pescado

O impacto mais severo se concentrou no Nordeste, especialmente em Pernambuco, Bahia e Ceará, onde frigoríficos e criadores relataram perdas com pedidos suspensos. Empresários americanos informaram a suspensão de compras logo após o anúncio das tarifas, provocando acúmulo de estoque e risco de perdas.

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca) alertou que, se os embarques não forem concluídos até 1º de agosto, os contêineres com peixes frescos não chegarão a tempo de escapar da nova tarifa, resultando em prejuízo certo.

“Para peixes frescos, o comércio será interrompido nas próximas semanas”, disse a entidade.

Falta de diversificação limita exportações

Fora dos EUA, as exportações brasileiras de pescado ainda têm pouca penetração. O Canadá absorve cerca de 5% do total; Taiwan compra subprodutos; e países como México e Líbia aparecem de forma esporádica. Nenhum desses mercados se aproxima da relevância americana.

Além disso, a dominância da tilápia restringe a flexibilidade do setor. Espécies como tambaqui (US$ 268 mil em 2022) e sorubim (US$ 114 mil) têm desempenho modesto, mas representam alternativas viáveis diante do cenário atual.

Estratégias para retomar exportações brasileiras de pescado

Empresas buscam soluções rápidas com Canadá, Emirados Árabes e América do Sul, mas enfrentam barreiras logísticas e regulatórias. A certificação Halal e a rastreabilidade ambiental podem abrir portas em novos mercados, especialmente no Oriente Médio e Europa.

Internamente, o consumo de pescado no Brasil é de apenas 9,5 kg por habitante, bem abaixo dos 20 kg recomendados pela FAO. Isso abre espaço para absorver parte do excedente por meio de incentivos e campanhas institucionais.

Exportações exigem ação estratégica

A crise evidencia a fragilidade estrutural das exportações brasileiras de pescado. A dependência do mercado americano, somada à falta de rotas comerciais alternativas, impõe ao setor produtivo a urgência de rever sua estratégia internacional.

Com embarques suspensos, contratos cancelados e risco de perdas crescentes, o setor clama por apoio governamental, via Itamaraty, ApexBrasil e bancos de fomento. Sem um plano de diversificação consistente, o Brasil seguirá vulnerável a decisões externas que afetam diretamente sua produção, renda e emprego.

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