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J&F no setor elétrico: além da Amazonas e Roraima, grupo JBS negocia usina da EDF

A J&F no setor elétrico amplia atuação com a Âmbar Energia. O grupo assume Amazonas e Roraima Energia, investe R$ 9,8 bi e negocia usina da EDF no Rio, reforçando presença em sistemas isolados e elevando desafios regulatórios e operacionais.
J&F no setor elétrico assume Amazonas Energia e amplia atuação no Norte
J&F no setor elétrico: Âmbar incorpora Amazonas Energia em operação bilionária e reforça presença no Norte. (Foto: Divulgação)

A J&F no setor elétrico, do grupo JBS, comunicou nesta sexta-feira (03/10) o fechamento do acordo para assumir integralmente os ativos do grupo Oliveira Energia. A holding da família Batista, por meio da Âmbar Energia, incorpora as distribuidoras Amazonas Energia e Roraima Energia. O pacote inclui ainda quatro usinas termelétricas e a Norte Tech, consolidando presença em regiões estratégicas do país.

O pacote prevê aporte de R$ 9,8 bilhões em até 60 dias, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com flexibilizações regulatórias válidas por 15 anos. As medidas abrangem perdas não técnicas, receitas irrecuperáveis e custos operacionais, em alívio gradual considerado essencial para viabilizar a transação. A operação ainda depende de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), etapa decisiva para consolidar a expansão da J&F no setor elétrico.

J&F no setor elétrico com Âmbar amplia presença no Norte

A aquisição reúne ativos centrais da Oliveira Energia, responsável por atender mais de dois milhões de pessoas em sistemas isolados do Amazonas e Roraima. Esses mercados permanecem fora do Sistema Interligado Nacional (SIN) e dependem de geração térmica subsidiada pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Para a J&F no setor elétrico, o avanço representa maior previsibilidade de receita em áreas de elevado desafio logístico e financeiro.

Enquanto a Amazonas Energia enfrentava inadimplência, perdas não técnicas e custos acima da média, a Roraima Energia consolidou reputação como caso de gestão eficiente desde 2018. O reforço com usinas locais – Monte Cristo, Bonfim, Branco e Catrimani, complementa a integração da cadeia elétrica, somada à Norte Tech, especializada em serviços de rede. Esse conjunto fortalece a presença da Âmbar e confirma o peso crescente da J&F no setor elétrico no Norte do Brasil.

Da privatização da Eletrobras à consolidação da J&F no setor elétrico

O negócio recoloca em evidência a privatização das distribuidoras da Eletrobras, realizada em 2018, quando o grupo Oliveira assumiu as concessões da região Norte. Apesar da aposta, dificuldades financeiras tornaram a operação deficitária no Amazonas. O governo chegou a editar a Medida Provisória 1.232/2024 para autorizar a transferência, mas a MP perdeu validade sem aprovação no Congresso. A continuidade das negociações se deu no campo regulatório e judicial, reforçando que a expansão da J&F no setor elétrico ocorre em um ambiente fortemente dependente de ajustes políticos e jurídicos.

No início de setembro, a Justiça Federal do Amazonas prorrogou por 60 dias o prazo para conclusão da venda da Amazonas Energia, reforçando que a transação com a Âmbar era necessária para garantir a continuidade do serviço. A decisão, assinada pela juíza Jaiza Fraxe, evidenciou o caráter estratégico da operação para o abastecimento local.

Negociação no Rio amplia estratégia

Paralelamente, a J&F no setor elétrico iniciou negociação para adquirir uma usina termelétrica da EDF no Rio de Janeiro, em operação que pode chegar a R$ 2 bilhões. O processo está em fase inicial, conduzido pelo Bank of America, e ainda conta com outros potenciais interessados.
Embora não exista proposta vinculante, a possível aquisição reforça a estratégia da holding de diversificar o portfólio. A operação também amplia a presença no mercado de geração elétrica. Com isso, consolida a Âmbar como o braço energético do grupo.

Expansão regulada e novos desafios

Com a aquisição de ativos no Norte e a negociação no Sudeste, a Âmbar se torna um dos maiores grupos privados do setor elétrico. No entanto, assume concessões em áreas de alto risco operacional. A dependência estrutural de geração térmica e a necessidade contínua de subsídios expõem fragilidades do modelo. Além disso, o histórico de perdas não técnicas na Amazonas Energia impõe desafios que não serão superados apenas com aporte financeiro. A estratégia amplia a relevância da J&F no setor elétrico, mas aumenta a pressão regulatória e política. A sustentabilidade das concessões dependerá de disciplina operacional e de negociações permanentes com o poder público.

O Grupo JBS líder mundial na produção de proteínas, pretende continuar investindo no setor elétrico.

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