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Intervenção no Banco Master: BRB contrata advogados diante de crise de liquidez

O Banco Master vive uma crise de liquidez que ameaça sua continuidade e levanta o risco de intervenção do Banco Central. Após o veto à compra da instituição pelo BRB, o banco de Daniel Vorcaro passou a depender de uma linha emergencial de R$ 4 bilhões do FGC para honrar CDBs. O BRB, por sua vez, contratou o escritório Jantalia Advogados para revisar contratos e blindar seus ativos diante do risco de colapso do parceiro financeiro.
Intervenção no Banco Master pelo BC destaca crise de liquidez
O Banco Master enfrenta crise de liquidez e risco de liquidação ou intervenção pelo BC, após o veto à compra pelo BRB e dependência de socorro do FGC. (Imagem: Divulgação)
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O risco de uma liquidação ou intervenção direta no Banco Master pelo Banco Cantral (BC) ganhou mais força após o Banco de Brasília (BRB) contratar, em 09/10, o escritório Jantalia Advogados por R$ 420 mil para analisar pendências financeiras e avaliar a segurança dos ativos oferecidos pelo banco de Daniel Vorcaro, segundo informações publicadas pelo Valor Econômico.

O contrato descreve um “contexto de risco regulatório elevado”, citando a iminente atuação BC sobre o Banco Master. A instituição enfrenta uma grande crise com dificuldades para honrar compromissos e manter liquidez de caixa.

O Master tenta vender mais ativos e obter novos aportes desde que o BC vetou, em setembro, sua aquisição pelo BRB. Portanto, a decisão esfriou o negócio e expôs a fragilidade do banco privado, que já dependia de uma linha emergencial de R$ 4 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A ajuda foi prorrogada por mais 45 dias em outubro, oferecendo fôlego limitado para cobrir vencimentos de Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

Leia Também: Crise no Banco Master: FGC amplia prazo do socorro e risco sistêmico preocupa

Segundo o Valor Econômico, o Banco Master precisa de cerca de R$ 300 milhões neste mês e mais de R$ 1 bilhão até dezembro para seguir operando diante da crise.

BRB avalia compensação e risco jurídico na intervenção do Banco Master

O contrato firmado com o Jantalia Advogados prevê a revisão de 30 contratos. Ainda, também inclui a criação de mecanismos para isolar os ativos oferecidos pelo banco, entre eles, fundos de investimento, participações societárias e imóveis. O objetivo é garantir que não haja mudanças em eventuais compensações financeiras ao BRB caso o BC decrete a intervenção do Banco Master.

Em nota ao mercado, o BRB informou que a contratação “segue padrão de atuação com foco na boa prática, na prudência e na gestão responsável dos ativos da instituição”.

Para o BRB, a contratação sem licitação para lidar com a crise do Banco Master seria necessária diante da complexidade técnica do caso. Segundo o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, as operações entre as duas instituições somaram R$ 8 bilhões em 2024, parte delas envolvendo compra de carteiras de crédito.

Crise pressiona o sistema bancário brasileiro

O Banco Master é alvo de inquérito da Polícia Federal e investigação do Ministério Público Federal por supostos crimes contra o sistema financeiro. Os inquéritos se baseiam em informações enviadas pelo BC. Por isso, o banco interrompeu a emissão de novos CDBs e tenta vender o Will Bank após se desfazer da seguradora Kovr.

Confira no vídeo mais informações sobre o inquérito da Polícia Federal que apura possíveis irregularidades na operação de compra do Banco Master pelo BRB:

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Dessa forma, a pressão de liquidez tornou-se o ponto central da crise. Agora, o mercado monitora de perto se o suporte do FGC será suficiente para evitar uma intervenção no Banco Master ainda neste trimestre.

O que diz o Banco Master na gestão de crise

Após a publicação da matéria, o Economic News Brasil foi procurado por representantes do Banco Master.

Segundo manifestação da instituição, as informações reproduzidas na reportagem, com base em conteúdo publicado pelo Valor Econômico, “não correspondem à realidade da instituição” e “não refletem a situação financeira atual do Banco Master”.

No comunicado, o banco também afirmou que o material seria:

“inverídico e especulativo, sem comprovação de fonte, e capaz de afetar a credibilidade desta instituição perante o mercado, induzindo clientes e investidores a erro”fato que o banco não havia afirmado ao Valor Econômico, quando foi questionado.

O que diz o Economic News Brasil da matéria sobre a crise do Banco Master

A reprodução de fatos com fonte identificada é de interesse público e está amparada nos princípios constitucionais da liberdade de imprensa e do direito à informação da sociedade.

O conteúdo aqui veiculado não expressa juízo de valor nem opinião subjetiva. Trata-se de reportagem informativa, amparada na fonte primária citada, com link direto para a matéria original do jornal Valor Econômico — veículo que informou ter procurado o Banco Master sem obter manifestação da instituição antes da publicação.

Banco Master não respondeu aos questionamentos do Valor Econômico.
Banco Master não respondeu aos questionamentos do Valor Econômico. (Reprodução JVE)

A reportagem reflete fatos de domínio público, amplamente repercutidos por portais e agências nacionais e internacionais que acompanham o desdobramento do caso do Banco Master junto às instâncias regulatórias e de fiscalização. Essas coberturas abordam o mesmo contexto de risco regulatório, investigações e operações relacionadas ao Banco Master no mercado e à sua frustrada aquisição pelo Banco de Brasília (BRB), negada pelo Banco Central — a autoridade monetária do país.

O Economic News Brasil reafirma seu compromisso com o jornalismo responsável, a transparência e a integridade editorial, mantendo esta reportagem publicada com fundamento na legislação brasileira, na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e nos princípios constitucionais da liberdade de imprensa e do direito à informação da sociedade, que asseguram o interesse público da notícia e a inexistência do direito ao esquecimento.

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