Conteúdo Patrocinado
Anúncio SST SESI

Bill Gates critica alarmismo sobre o clima e defende foco em adaptação

Em novo memorando divulgado em 28/10, Bill Gates critica o alarmismo sobre o clima e afirma que o aquecimento global não levará à extinção humana. O bilionário defende priorizar adaptação, combate à pobreza e saúde pública em vez de metas de emissões, o que deve influenciar o tom dos debates na COP30, em Belém.
Bill Gates critica alarmismo sobre o clima e defende adaptação.
Em novo memorando, Bill Gates critica o alarmismo climático e propõe uma abordagem centrada em adaptação e qualidade de vida. (Foto: Greg Rubenstein / Flickr)
Getting your Trinity Audio player ready...

Bill Gates criticou alarmismo sobre o clima em um novo memorando divulgado nesta terça-feira (28/10), no qual o fundador da Microsoft afirma que o aquecimento global “não levará à extinção da humanidade”. O bilionário defende uma reorientação do debate climático, sugerindo que governos e filantropos concentrem esforços em adaptação, saúde e combate à pobreza, em vez de perseguirem metas de emissões consideradas inalcançáveis no curto prazo.

A mensagem foi publicada uma semana antes da COP30, em Belém (PA). E reflete uma inflexão no discurso de Gates, que até poucos anos atrás alertava para um cenário catastrófico se o mundo não reduzisse o carbono rapidamente. Agora, o empresário diz que a obsessão com metas de temperatura, como o limite de 1,5 °C, “tem desviado recursos das iniciativas que realmente melhoram vidas”, especialmente nos países mais vulneráveis ao calor e à seca.

O bilionário mantém investimentos robustos em energia limpa, biotecnologia agrícola e reatores nucleares, por meio da TerraPower e da Breakthrough Energy. Apesar disso, ele defende que o sucesso da agenda climática deve ser medido pelo impacto humano direto, e não apenas pelos números de emissões. “Os maiores problemas continuam sendo pobreza e doença, como sempre foram”, escreveu.

Criticas de Bill Gates sobre o clima geram reações entre especialistas

A nova postura de Bill Gates, que agora lança críticas sobre preocupação com o clima, quando antes ele mesmo as fazia, gerou críticas por si só. O professor Michael Oppenheimer, de Princeton, considerou que Gates cria uma “falsa dicotomia” e que sua fala pode ser explorada por grupos negacionistas. Já David Callahan, editor da Inside Philanthropy, avaliou que o bilionário busca substituir o pessimismo climático por um otimismo pragmático. Isso apoiado em evidências de que narrativas catastróficas geram paralisia social, segundo o editor.

Nos Estados Unidos, analistas enxergam o movimento como estratégia política em meio ao avanço do ceticismo climático no Congresso. Além disso, Gates teria optado por um discurso conciliador, tentando preservar espaço de diálogo com governos e investidores. Essa abordagem também reflete o encerramento parcial da política climática de sua fundação em Washington, concentrando recursos em saúde e desenvolvimento agrícola.

COP30 e a mudança de foco global

A repercussão das declarações de Bill Gates sobre o clima cresce às vésperas da COP30. O Evento reunirá líderes mundiais em Belém do Pará, nos dias 6 e 7 de novembro (06 e 07/11). Embora Gates não participe do evento, diplomatas avaliam que sua posição pode influenciar o tom dos debates sobre financiamento climático e adaptação.

O encontro ocorre após o ano mais quente da história. Portanto, especialistas afirmam que a defesa de Gates por pragmatismo e cooperação tecnológica pode redefinir as prioridades entre mitigação e adaptação nas negociações multilaterais.

Novo rumo da discussão climática global

Bill Gates, ao criticar o alarmismo sobre mudanças no clima e propor soluções centradas em bem-estar humano, redefine o papel da filantropia no enfrentamento da crise climática. Além disso, essa abordagem pode aproximar as agendas de tecnologia, equidade e sustentabilidade, estimulando políticas mais tangíveis em países em desenvolvimento.

Contudo, críticos alertam que suavizar a narrativa sobre o risco climático pode reduzir a urgência política das ações globais. A tensão entre realismo e mobilização tende a dominar a pauta da COP30 e delinear o futuro das políticas ambientais nas próximas décadas.

LinkedIn
Acesse nossos canais
Siga nas Redes Sociais
Leia Também
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash