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IPCA-15 de novembro avança 0,20% e leva inflação anual a 4,50%

O IPCA-15 de novembro avançou 0,20% e levou a inflação acumulada em 12 meses a 4,50%, em movimento marcado por altas fortes em serviços ligados ao turismo, como passagens aéreas, hospedagem e pacotes, e alívio relevante vindo dos combustíveis e de parte dos alimentos. As regiões registraram trajetórias distintas, com Belém no topo das variações e Belo Horizonte como única capital em deflação, refletindo impactos de tarifas locais, energia e medidas específicas de transporte. Saiba mais na matéria completa.
Grupos do IPCA-15 de novembro e suas variações
Variação dos grupos que compõem o IPCA-15 de novembro segundo dados do IBGE. (Foto: Reprodução)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de novembro apresentou alta de 0,20%, acima dos 0,18% observados em outubro, mas suficientemente moderada para reduzir a taxa anual a 4,50%. A combinação de serviços mais caros ligados a viagens, combustíveis em queda e alimentos com sinais distintos definiu o resultado divulgado nesta quarta-feira (26/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além de evidenciar ritmo moderado dos preços ao consumidor, a leitura ficou distante da registrada em novembro de 2024, quando o índice avançou 0,62%. Essa diferença contribuiu para a perda de intensidade no acumulado de 12 meses, ainda que a composição interna venha demonstrando variações fortes em itens específicos. A prévia inflacionária reforça um quadro marcado por grupos que avançam com rapidez e outros que seguem em acomodação.

IPCA-15 de novembro por grupos — altas e itens que pressionaram

Em novembro, o IPCA-15 mostrou a forte influência de serviços associados a viagens, enquanto transporte e alimentação exibiram sinais distintos. Abaixo, as principais variações entre os grupos que compõem o índice:

  • Despesas pessoais: +0,85%
    • Hospedagem: +4,18%
    • Pacote turístico: +3,90%
  • Transportes: +0,22%
    • Passagens aéreas: +11,87%
    • Gasolina: -0,48%
    • Etanol: -0,54%
    • Diesel: -0,07%
  • Saúde e cuidados pessoais: +0,29%
    • Plano de saúde: +0,50%
  • Alimentação fora do domicílio: +0,68%
    • Refeição: +0,56%
    • Lanche: +0,97%

Já no ambiente doméstico, os preços tiveram leitura mais suave. Alimentos básicos como arroz, leite longa vida e frutas mostraram recuo, embora itens como batata inglesa (+11,47%) e óleo de soja (+4,29%) tenham registrado avanços relevantes. O contraste visto no IPCA-15 de novembro explica o comportamento irregular da cesta de consumo das famílias.

Enquanto a energia elétrica residencial recuou 0,38% no geral, mesmo com a vigência da bandeira tarifária vermelha em patamar 1. Os reajustes aplicados às distribuidoras em Goiânia, São Paulo e Brasília, ainda vigentes, criaram impactos distintos entre as capitais. Já a tarifa de água e esgoto em Fortaleza subiu 9,75% a partir de 05/11.

Leia também: Novo decreto do vale-alimentação limita tarifas e redefine benefício

IPCA-15 de novembro por região — capitais com maior alta e deflação

As capitais apresentaram comportamentos distintos, influenciados por tarifas locais, preços de energia, medidas municipais e impacto do setor de serviços. A seguir, as variações regionais de maior destaque apresetnadas no IPCA-15 de novembro:

  • Belém: +0,67% (maior variação)
    • Hospedagem: +155,24%
    • Passagens aéreas: +25,32%
  • Goiânia: +0,40%
    • Efeitos residuais do reajuste de energia
  • Rio de Janeiro: +0,28%
    • Alimentos com variações pontuais positivas
  • Belo Horizonte: -0,05% (única deflação)
    • Gasolina: -3,13%
    • Frutas: -5,39%

Medidas locais também contribuíram para resultados distintos, como gratuidades em ônibus urbano em Belém e impactos relacionados ao Enem em Brasília, que alteraram a leitura de transporte público.

Tendências que ajudam a entender a leitura antecipada

O comportamento do índice de preços ao consumidor divulgado em novembro mostra como a leitura antecipada de preços segue sensível a serviços sazonais e a ajustes tarifários, ao mesmo tempo em que combustíveis e parte dos alimentos seguem oferecendo trégua.

Porém, ainda que o IPCA-15 de novembro tenha ajudado a reduzir a taxa anual, analistas avaliam que serviços e itens voláteis continuarão determinando o ritmo da inflação no fim do ano, período em que a demanda costuma se intensificar. Esse cenário mantém atenção voltada ao comportamento dos preços administrados e aos primeiros reajustes previstos para o início de 2026.

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