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Ações da Petrobras caem após plano de negócios e reação do mercado

As ações da Petrobras caem após o plano 2026–2030, influenciadas por Capex tardio, dividendos menores e risco de dívida maior, fatores que ampliaram a cautela entre investidores.
ações da Petrobras caem após novo plano de negócios em cenário de produção offshore
Plataforma marítima da Petrobras em fase de operação; ações da Petrobras caem após divulgação do plano 2026–2030.

As ações da Petrobras caem nesta sexta-feira (28/11) e a reação imediata reflete a leitura de que o Plano de Negócios 2026–2030 não trouxe ajustes antecipados esperados pelo mercado. PETR3 recuava 2,43% e PETR4 diminuía 2,16% às 14h50, desempenho que contrastava com a leve alta do Ibovespa no mesmo horário. O humor negativo ganhou força porque cortes de investimentos aparecem apenas a partir de 2029, enquanto analistas projetavam mudanças antes de 2026.

No primeiro terço do plano, a Petrobras detalha investimento total de US$ 109 bilhões, valor 1,8% abaixo do ciclo anterior. Apesar da redução, o recuo é visto como discreto e ocorre ao mesmo tempo em que expectativas sobre dividendos ficam mais moderadas. A remoção dos pagamentos extraordinários reforça esse cenário, tema sensível para investidores que acompanham o retorno ao acionista como indicador de estabilidade. O recuo dos papéis, portanto, se conecta à percepção de retorno mais contido no curto prazo.

Ações da Petrobras caem e pressão vem do Capex

O plano destaca US$ 69,2 bilhões destinados a exploração e produção, com previsão de oito novos sistemas até 2030. Essa ênfase, embora positiva para a geração futura, não reduz o impacto imediato do Capex acima do esperado. Técnicos estimam ainda que despesas operacionais possam cair cerca de US$ 12 bilhões até 2030, mas essa redução depende de otimizações que serão implantadas gradualmente. Além disso, a projeção de produção avança para 2,7 milhões de barris por dia em 2028, número que reforça o foco no pré-sal.

Ações da Petrobras caem e dívida preocupa analistas

O Itaú BBA avalia que a estatal pode ter baixa margem de ajuste caso o petróleo opere perto de US$ 60, nível que ampliaria a dívida bruta para perto de US$ 75 bilhões. Para o banco, esse ponto exige atenção porque pressiona a previsibilidade financeira e reduz a flexibilidade em cenários adversos. Outro fator observado é o recuo estimado de US$ 10 bilhões em desembolsos de leasing, medida que ameniza parte dos gastos, mas não resolve totalmente as preocupações sobre alavancagem.

Leia também: Plano de negócios da Petrobras prevê US$ 109 bi em investimentos até 2030

Pressão sobre os papéis segue no radar

O desempenho negativo dos papéis continua no centro das análises porque o mercado busca clareza sobre investimentos, dívida e ritmo de entregas. A companhia amplia a capacidade de refino para 2,1 milhões de barris por dia e investe US$ 13 bilhões em projetos de baixo carbono, iniciativa que diversifica prioridades mesmo com a reação inicial de cautela.

Diante das incertezas, analistas avaliam que a forma como a Petrobras executar ajustes operacionais pode definir a intensidade do impacto no curto prazo, enquanto a discussão sobre dividendos seguirá determinante para o comportamento dos investidores. A estatal mantém em seu portal oficial informações técnicas sobre o plano estratégico e os detalhes de sua política financeira, recurso usado por analistas para acompanhar mudanças estruturais.

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