A decisão do governo dos EUA (Estados Unidos), anunciada nesta sexta-feira (12/12), retirou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes da lista da Lei Magnitsky, segundo comunicado oficial. Além disso, a medida excluiu a esposa do magistrado e uma empresa ligada à família. Com isso, Washington reverteu sanções aplicadas meses antes, embora não tenha apresentado justificativa pública para a mudança.
Além do ministro, a decisão do governo dos EUA alcançou Viviane de Moraes e a Lex Institute, entidade anteriormente descrita por autoridades americanas como uma holding familiar. Nesse sentido, a retirada abrangeu tanto pessoas físicas quanto jurídicas. A posição do governo americano também encerrou restrições associadas a sanções econômicas, que incluem limitações financeiras e administrativas.
A exclusão ocorre após articulação do governo brasileiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou diretamente ao presidente Donald Trump a revisão das punições, conforme informado por fontes oficiais. Portanto, a deliberação de Washington passou a ser observada sob o prisma da diplomacia e das relações bilaterais, envolvendo o governo brasileiro e a Casa Branca.
Decisão do governo dos EUA e o histórico da Lei Magnitsky
Criada em 2012, a Lei Magnitsky autoriza os Estados Unidos a impor medidas contra estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos. Inicialmente, a legislação mirava responsáveis pela morte de Sergei Magnitsky, em 2009. Contudo, após emenda em 2016, o alcance foi ampliado para outros casos analisados pelo Congresso americano.
Na prática, a aplicação da norma pode resultar em bloqueio de bens, restrições financeiras e impedimento de visto para entrada em território americano. Alexandre de Moraes havia sido incluído na lista de sanções em julho. Agora, a decisão do governo dos EUA reverteu esse enquadramento sem detalhar critérios técnicos ou jurídicos utilizados na revisão.
Repercussões institucionais e diplomáticas
Embora o comunicado não traga explicações, a decisão do governo dos EUA repercute no STF e no Poder Judiciário brasileiro. Autoridades avaliam que o gesto reduz tensões institucionais, ainda que Washington não tenha se manifestado sobre eventuais mudanças de entendimento.
Leitura externa da decisão americana
No cenário internacional, a posição americana passa a integrar a agenda de política externa entre os países. A decisão do governo dos EUA sugere revisão de postura em casos sensíveis e mantém abertas discussões sobre o uso futuro da Lei Magnitsky em contextos envolvendo autoridades de Estados aliados.











