Nvidia compra tecnologia da Groq por US$ 20 bilhões em maior acordo da sua história

Nvidia compra tecnologia da Groq por US$ 20 bilhões, no maior acordo de sua história, para reforçar sua estratégia em chips de inferência e aplicações de IA em tempo real.
Fachada da Nvidia em meio ao anúncio de acordo para incorporação de tecnologia de inferência em chips de IA
Nvidia anuncia acordo de US$ 20 bilhões para integrar tecnologia da Groq e ampliar sua estratégia em chips voltados à inteligência artificial. Foto: Jeff Chiu/AP

Ao fechar um acordo de US$ 20 bilhões em dinheiro, confirmado na quarta-feira (24/12), a Nvidia compra tecnologia da Groq no maior desembolso já realizado pela companhia. A operação envolve ativos estratégicos e licenciamento tecnológico, sem a aquisição integral da startup.

A transação marca uma inflexão relevante na estratégia da Nvidia, já que a empresa optou por absorver tecnologia e executivos, mantendo a Groq como companhia independente. A liderança da startup passa ao então diretor financeiro Simon Edwards.

Nvidia compra tecnologia da Groq e define estrutura do acordo

Segundo comunicado da Groq, o acordo prevê um licenciamento não exclusivo da tecnologia de inferência desenvolvida pela empresa. Além disso, o fundador Jonathan Ross, o presidente Sunny Madra e outros executivos seniores passam a integrar o time da Nvidia.

Alex Davis, CEO da Disruptive e líder da última rodada de financiamento da Groq, afirmou que a empresa não buscava uma venda. De acordo com ele, o fechamento ocorreu em prazo curto após a abordagem da Nvidia.

A operação supera com folga a maior aquisição anterior da Nvidia, realizada em 2019, quando comprou a Mellanox por cerca de US$ 7 bilhões. Desde então, a companhia intensificou aportes no ecossistema de inteligência artificial, incluindo participações em CoreWeave e Cohere.

Integração tecnológica e foco em inferência

Em mensagem interna, o CEO Jensen Huang declarou que a Nvidia pretende integrar os processadores de baixa latência da Groq à arquitetura da chamada fábrica de IA da empresa. O objetivo é ampliar a oferta para cargas de trabalho de inferência em tempo real.

Fundada em 2016 por ex-engenheiros do setor, a Groq ganhou destaque ao desenvolver chips voltados à execução rápida de modelos de linguagem. Jonathan Ross, um dos fundadores, participou do desenvolvimento da Tensor Processing Unit (TPU) do Google.

Mesmo após o acordo, a Groq informou que o negócio de nuvem GroqCloud segue fora da operação e continuará funcionando normalmente. A empresa tinha como meta alcançar US$ 500 milhões em receita no ano, apoiada pela demanda por chips de inferência.

Aquisição tecnológica e expansão estratégica

O acordo ocorre em um momento em que a inferência se consolida como um dos elos mais valiosos da cadeia de IA. Após o treinamento dos modelos, a execução eficiente se tornou fator competitivo central entre provedores de hardware.

Ao comprar ativos e não a empresa, a Nvidia preserva flexibilidade regulatória e acelera a incorporação de conhecimento. A Nvidia compra tecnologia da Groq como parte de uma estratégia voltada à consolidação da inferência como eixo central do próximo ciclo da IA.

Foto de Ramylle Freitas

Ramylle Freitas

Ramylle Freitas é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na cobertura editorial e analítica de economia e negócios, e colabora com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).

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