BYD supera Tesla e fecha 2025 com recorde global de 2,26 mi de elétricos vendidos

A BYD superou a Tesla em vendas globais de veículos elétricos em 2025, ao comercializar 2,26 milhões de unidades, contra 1,64 milhão da rival americana. O resultado consolida a montadora chinesa como líder do setor, apoiada pelo domínio no mercado chinês e por uma cadeia produtiva integrada. Já a Tesla enfrenta retração nas entregas, maior concorrência e desafios ligados à renovação de portfólio e ao fim de incentivos fiscais em alguns mercados. Continue lendo e saiba mais.
BYD supera Tesla em vendas globais de carros elétricos em 2025
BYD supera Tesla em vendas globais de veículos elétricos e assume a liderança do setor em 2025. (Foto: Divulgação/BYD)

Se antes o cenário era visto como projeção, agora se tornou uma realidade, com o fechamento de 2025, novamente a BYD supera Tesla em vendas anuais de veículos elétricos ao comercializar 2,26 milhões de unidades. O desempenho, divulgado pela montadora chinesa na Bolsa de Hong Kong nesta sexta-feira (02/01), consolida a BYD líder global do setor. Além disso, trata-se de um recorde global, que supera em muito os números de Tesla, que entregou 1,64 milhão de veículos no mesmo período.

O resultado marca uma virada relevante no mercado global de veículos elétricos, após anos de liderança da Tesla. Em 2024, a empresa de Elon Musk havia mantido vantagem estreita, com 1,79 milhão de entregas, frente a 1,76 milhão da concorrente chinesa. Porém, em 2025, a BYD supera a Tesla com uma diferença de mais de 600 mil veículos, sustentada principalmente pelo desempenho no mercado doméstico.

BYD supera Tesla em escala e presença doméstica

Com sede em Shenzhen, a BYD domina o mercado chinês, atualmente o maior do mundo em mobilidade elétrica. Além dos modelos totalmente elétricos, a empresa também atua no segmento de veículos híbridos, o que amplia seu alcance comercial. Essa combinação permitiu maior volume de vendas e melhor adaptação ao perfil do consumidor local, em um ambiente de forte concorrência interna.

Fundada em 1995 como fabricante de baterias, a companhia construiu uma cadeia integrada que inclui baterias de lítio, plataformas próprias e produção verticalizada. Esse desenho industrial ajuda a sustentar preços mais competitivos e maior flexibilidade diante de oscilações de demanda, segundo analistas do setor automotivo.

BYD ultrapassa a Tesla enquanto rival enfrenta retração

Enquanto a BYD amplia sua vantagem no mercado de elétricos, a montadora americana atravessa um período de recuo e ajustes. No quarto trimestre de 2025, a Tesla entregou 418.227 veículos, queda de 15,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os resultados são inferiores aos esperados, que eram de, pelo menos, 434.487 unidades no trimestre.

No acumulado do ano, a Tesla registrou o segundo declínio anual consecutivo em entregas. Segundo a plataforma de inteligência de mercado e software de análise financeira, Visible Alpha, as projeções apontavam cerca de 1,65 milhão de veículos em 2025. Além disso, a empresa tem enfrentado maior concorrência na Europa. Tudo adicionado a impactos ligados à retirada de incentivos fiscais e à percepção de uma linha de produtos menos renovada.

Portanto, o que se vê é um cenário de repetição, sendo 2025 o segundo ano consecutivo em que a BYD supera a Tesla, quando a chiesa ultrapassou a empresa de Elon Musk acumulando US$ 107 bilhões em receita.

Nova liderança da BYD no cenário global

A expansão internacional surge como o próximo passo estratégico da BYD, embora o avanço ocorra em um ambiente de tarifas comerciais mais duras, especialmente nos Estados Unidos. Ainda assim, a BYD à frente da rival Tesla altera o equilíbrio do mercado automotivo global, pressionando concorrentes a reverem preços, portfólio e ritmo de inovação. Para investidores e analistas, a liderança reforça a centralidade da China na transição energética e redefine as referências de escala no setor de elétricos.

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Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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