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Fim do Samsung Itaucard marca nova estratégia entre Samsung e Itaú

Samsung e Itaú encerram o Samsung Itaucard após cinco anos. Veja por que a parceria mudou de estratégia e como isso afeta o modelo de vendas das empresas.
Fim do Samsung Itaucard ilustrado por cartão da Samsung sendo segurado por uma pessoa.
Samsung e Itaú afirmam que os benefícios atuais serão mantidos durante a transição para o Itaú Platinum. (Foto: Divulgação)

Samsung e o Itaú decidiram dar um fim ao Samsung Itaucard, cartão de crédito lançado em 2021 para aproximar consumidores dos produtos da fabricante de eletrônicos por meio de condições especiais de pagamento. A partir de 1º de agosto (01/08), o produto passa a ser identificado apenas como Itaú Platinum, enquanto os clientes continuam utilizando o mesmo cartão durante a transição.

Segundo as empresas, os benefícios e ofertas para produtos Samsung permanecem inalterados neste primeiro momento. Ainda assim, a mudança vai além da troca de nome e indica uma reorganização da estratégia comercial da Samsung.

Na prática, o fim do Samsung Itaucard mostra que a parceria deixou de depender de um cartão exclusivo para concentrar incentivos em um ecossistema mais amplo de compras, financiamento e fidelização.

Por que o fim do Samsung Itaucard faz sentido para Samsung e Itaú

Quando o cartão chegou ao mercado, o objetivo era estimular a compra de smartphones e eletrônicos da Samsung com benefícios exclusivos, como parcelamento em até 24 vezes sem juros, garantia estendida e serviços voltados aos aparelhos Galaxy.

Cinco anos depois, no entanto, esse modelo perdeu protagonismo. Em vez de concentrar vantagens em um cartão co-branded, Samsung e Itaú passaram a integrar seus serviços diretamente ao ambiente digital do banco.

Hoje, clientes do Itaú encontram uma loja dedicada à Samsung dentro do Itaú Shop, a loja virtual do próprio Itaú, com condições especiais de pagamento, utilização de pontos e ofertas exclusivas para diferentes categorias de produtos.

Além disso, a parceria evoluiu para programas como o Sempre de Samsung, que permite financiar smartphones em ciclos de 21 meses com possibilidade de troca por modelos mais novos ao final do contrato. Essa estrutura amplia o alcance da parceria porque deixa de atender apenas os portadores de um cartão específico e passa a beneficiar uma base muito maior de clientes do banco.

A estratégia migra do cartão para um ecossistema de serviços

O fim do cartão de crédito que reunia Samsung e Itaú acompanha uma transformação observada no mercado financeiro e no varejo de tecnologia.

Em vez de criar produtos financeiros exclusivos para cada marca, bancos e fabricantes passaram a priorizar plataformas digitais capazes de reunir financiamento, marketplace, programas de fidelidade e serviços pós-venda em um único ambiente.

Esse formato reduz custos operacionais, simplifica a gestão dos produtos financeiros e permite oferecer os mesmos incentivos a praticamente toda a base de clientes elegíveis.

Apesar do fim do Samsung Itaucard, as empresas reforçaram, em nota conjunta, que a parceria continua e afirmaram que ela passou a alcançar “uma base muito mais ampla de clientes” por meio das novas soluções digitais.

O que muda para os clientes com o fim do Samsung Itaucard

Apesar de garantirem que os benefícios atuais serão mantidos, Samsung e Itaú divulgaram poucos detalhes sobre a transição. As empresas ainda não informaram quando os clientes receberão novos cartões nem esclareceram se futuras mudanças poderão atingir condições de parcelamento, vantagens comerciais ou outras regras do produto.

Na prática, a principal mudança imediata ocorre na forma como a parceria será oferecida. Em vez de um cartão com marca própria, os clientes passam a acessar os benefícios da Samsung por meio do ecossistema do Itaú, que reúne a loja integrada no aplicativo, opções de parcelamento e o programa Sempre de Samsung para renovação de smartphones.

Fim do Samsung Itaucard abre espaço para um novo modelo de vendas

A mudança mostra que cartões com marca compartilhada deixaram de ser o principal instrumento de fidelização. Em vez de criar um produto exclusivo, as empresas agora conseguem alcançar mais consumidores ao integrar financiamento, marketplace e programas de renovação diretamente aos canais digitais.

Para a Samsung, essa estratégia amplia o alcance comercial sem depender da emissão de um cartão próprio. Já o Itaú concentra seus clientes em produtos da própria carteira, enquanto mantém a fabricante como uma parceira, mas agora dentro de seu ecossistema de compras e serviços.

O fim do Samsung Itaucard, portanto, sinaliza menos o fim de uma parceria do que a evolução do modelo de negócios. O cartão deixa de ser o centro da relação comercial, enquanto plataformas digitais e programas de fidelização passam a assumir esse papel.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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