O Itaú supera Petrobras e encerra 2025 como a empresa de maior valor de mercado da B3, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta. O banco alcançou capitalização de R$ 416,4 bilhões, após um avanço expressivo frente aos R$ 218,9 bilhões registrados em 2024.
A mudança no topo da Bolsa de Valores de São Paulo ocorre em um contexto de maior seletividade dos investidores, que passaram a priorizar companhias com geração recorrente de resultados e previsibilidade financeira. Nesse ambiente, o setor financeiro privado ampliou espaço, enquanto empresas mais expostas a ciclos globais enfrentaram revisão de preços.
No caso da Petrobras, o valor de mercado recuou de R$ 490,4 bilhões para R$ 410,3 bilhões em um intervalo de um ano, queda de 16,3%. A estatal perdeu a liderança após um período marcado por volatilidade no mercado internacional de petróleo e maior cautela com ativos ligados a commodities.
Itaú supera Petrobras e consolida força dos bancos
Além do Itaú, outros bancos avançaram no ranking das empresas mais valiosas da B3. O BTG Pactual atingiu valor de mercado de R$ 322,7 bilhões em 2025, com crescimento de 141,4%, saltando da sétima para a terceira posição. Vale e Ambev aparecem na sequência, avaliadas em R$ 307,2 bilhões e R$ 216,1 bilhões, respectivamente.
A Elos Ayta avalia que, diferente de 2020, a liderança atual do Itaú se consolida ao longo do ano e reflete uma leitura mais estável dos investidores.
O desempenho operacional do banco ajuda a sustentar essa leitura. O Itaú reportou lucro líquido recorrente de R$ 11,9 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 11,3% na comparação anual. No acumulado de nove meses, o resultado recorrente gerencial somou R$ 34,5 bilhões, avanço de 13,1%.
Nova liderança na B3
Entre as dez maiores empresas listadas na B3, apenas Petrobras e WEG registraram redução de valor de mercado no período analisado. O dado reforça uma reprecificação mais ampla, com investidores distinguindo modelos de negócio, exposição a risco e capacidade de geração de caixa.
Nesse cenário, o fato de o Itaú supera Petrobras tende a ser lido pelo mercado como um sinal de preferência por ativos financeiros privados, em detrimento de companhias sujeitas a fatores externos. A continuidade dessa configuração dependerá da evolução dos resultados corporativos e do ambiente macroeconômico ao longo de 2026.











