A avicultura brasileira em 2026 deve registrar produção 3,8% maior em relação a 2025, mesmo em um ambiente de atenção sanitária elevada, segundo projeções do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgadas na última sexta-feira (02/01). A leitura aponta que exportações firmes e consumo interno sustentado tendem a compensar um cenário internacional marcado por recorrentes episódios de influenza aviária.
De acordo com o Cepea, a produção de carne de frango pode alcançar 14,73 milhões de toneladas em 2026. Ao mesmo tempo, os embarques ao exterior devem crescer 2,4%. Portanto, reforçando o papel do setor avícola brasileiro em 2026 como fornecedor estratégico em um mercado global pressionado por restrições sanitárias em países concorrentes.
Avicultura brasileira em 2026 e o papel das exportações
No comércio internacional, o Brasil responde por cerca de um terço das exportações globais de carne de frango. Esse posicionamento tem sido mantido mesmo diante de suspensões pontuais impostas por importadores, como a China. Algo que, segundo pesquisadores do Cepea, tem ampliado a demanda externa quando focos da doença afetam grandes produtores internacionais.
Além disso, a retomada do sistema de pre-listing pela União Europeia, em novembro de 2025, para estabelecimentos de aves e ovos, é vista como um sinal de confiança nos controles sanitários brasileiros. A medida tende a favorecer o avanço das exportações de ovos ao longo de 2026. Portanto, ampliando as frentes de receita da cadeia avícola brasileira em 2026.
Avicultura brasileira em 2026 e o consumo doméstico
No mercado interno, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o consumo per capita de carne de frango alcance 47,3 quilos em 2026, alta de 1,2% frente a 2025. Agentes de mercado ouvidos pelo Cepea avaliam que a isenção do imposto de renda para salários de até R$ 5 mil tende a sustentar a demanda por proteínas de menor custo relativo.
No segmento de ovos, a produção nacional deve chegar a 4,11 bilhões de dúzias em 2026, crescimento próximo de 1%. Pelo lado da demanda, a ABPA projeta consumo per capita de 307 ovos por habitante. A que, por consequência, colocaria o Brasil na sétima posição do ranking global, ampliando a relevância da avicultura brasileira em 2026 para o abastecimento doméstico.
Leitura econômica para o agronegócio em 2026
Apesar das projeções positivas, o Cepea destaca que o desempenho esperado depende de vigilância sanitária constante. A ocorrência de focos de Influenza Aviária em granjas comerciais pode levar a suspensões imediatas de compras externas, como ocorreu em maio de 2025.
O monitoramento do vírus H5N1, sobretudo entre maio e julho, segue como prioridade diante do maior fluxo de aves migratórias. Nesse contexto, a avicultura brasileira em 2026 deve combinar crescimento sustentado por exportações e consumo interno com um ambiente de risco que exige resposta rápida. Tudo sob coordenação sanitária para preservar acesso aos mercados e manter o crescimento para além de 2026.











