O prejuízo da GM elétricos, empresa de veículos elétricos, ganhou nova dimensão na quinta-feira (08/01), quando a General Motors (GM) anunciou uma baixa adicional de US$ 6 bilhões ligada à redução de sua produção elétrica nos Estados Unidos. O valor se soma ao ajuste contábil de US$ 1,6 bilhão informado em outubro, ampliando o peso financeiro da revisão estratégica da montadora.
Esse ajuste reflete uma leitura mais cautelosa do ambiente regulatório americano. A GM, assim como outras fabricantes tradicionais, acelerou investimentos em eletrificação ao longo dos últimos anos, apoiada em regras ambientais mais duras desenhadas durante o governo Joe Biden. Contudo, a posterior reversão dessas políticas pelo governo Donald Trump alterou de forma direta o cenário de incentivos e previsibilidade.
Prejuízo da GM elétricos e custos industriais
No detalhamento divulgado, a empresa indicou que grande parte da baixa de US$ 6 bilhões está relacionada ao cancelamento de contratos com fornecedores de autopeças. Esse ponto revela como decisões estratégicas tomadas ao longo da cadeia industrial geram efeitos financeiros imediatos quando o ritmo de produção é revisto.
Além disso, o prejuízo da GM elétricos dialoga com decisões operacionais já implementadas. Em outubro, a companhia eliminou um turno na Factory Zero, em Detroit, colocando 1.200 funcionários em licença não remunerada por tempo indeterminado. Em Ohio, outros 550 trabalhadores de uma fábrica de baterias enfrentaram a mesma condição, embora não haja anúncio de fechamento de plantas.
Prejuízo da GM elétricos no contexto do setor
A experiência da GM não é isolada. Em dezembro, a Ford comunicou uma baixa contábil de US$ 19,5 bilhões associada a mudanças em seus planos para veículos elétricos. Os números reforçam que o ajuste atravessa todo o setor automotivo tradicional, sobretudo diante da queda nas vendas de modelos elétricos no quarto trimestre nos EUA.
Mesmo assim, a eletrificação segue no radar estratégico. A CEO da GM, Mary Barra, afirmou a investidores que os veículos elétricos continuam como prioridade, embora tenha reconhecido que carros e caminhões a combustão devem sustentar demanda elevada por mais tempo. Esse reposicionamento indica um ritmo mais gradual, alinhado ao comportamento do consumidor.
Ajuste financeiro e próximos passos
Embora o prejuízo da GM elétricos sinalize uma correção de rota relevante, ele não representa abandono da tecnologia. A demanda por elétricos permanece ativa nos Estados Unidos e cresce em outros mercados, enquanto a montadora busca equilibrar investimentos, custos e retorno. O episódio expõe, sobretudo, como decisões regulatórias e expectativas de mercado moldam o risco financeiro de estratégias industriais de longo prazo.











