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Corteva e bp lançam o Etlas para destravar matéria-prima do SAF

Corteva e bp lançam o Etlas para produzir matéria-prima agrícola destinada a SAF e diesel renovável, com foco em escala, uso de culturas intermediárias e fornecimento a partir de 2027.
Corteva e bp lançam o Etlas para produzir matéria-prima de SAF
Corteva e bp lançam o Etlas e conectam agricultura à cadeia global de SAF. Imagem: Canva

Na última sexta-feira (09/01), Corteva e bp lançam o Etlas ao estruturar uma joint venture voltada ao fornecimento agrícola para combustíveis sustentáveis, em especial SAF e diesel renovável. A nova empresa nasce em partes iguais e mira um gargalo central da transição energética: matéria-prima em escala.

Além disso, a Etlas projeta produzir 1 milhão de toneladas métricas por ano de óleo vegetal até meados de 2030. Esse volume pode resultar em mais de 800 mil toneladas de biocombustíveis, segundo estimativas das companhias.

Corteva e bp lançam o Etlas com foco em escala agrícola

O desenho do projeto combina sementes, genética avançada e acesso ao produtor, trazidos pela Corteva Agriscience, com refino, logística e comercialização, áreas dominadas pela bp. Assim, a joint venture atua antes da etapa industrial, reduzindo exposição a ativos intensivos em capital.

Nesse sentido, o fornecimento deve começar em 2027, atendendo tanto o coprocessamento em refinarias quanto plantas dedicadas à produção de SAF e diesel renovável. A estratégia busca previsibilidade em um mercado pressionado por metas ambientais.

Corteva e bp lançam o Etlas diante da expansão do SAF

Estimativas setoriais indicam que o consumo global de combustível sustentável de aviação pode avançar de cerca de 1 milhão de toneladas em 2024 para 10 milhões até 2030. Ao mesmo tempo, o diesel renovável tende a quase dobrar de tamanho.

Por isso, Corteva e bp lançam o Etlas como resposta direta à necessidade de suprimento confiável. Segundo a bp, a iniciativa amplia opções na cadeia de valor e cria caminhos para retorno econômico com risco controlado.

Parceria Corteva e bp aposta em culturas intermediárias

O modelo agrícola se apoia em canola, mostarda e girassol, cultivados como culturas intermediárias entre safras de alimentos. Dessa forma, a produção ocorre em áreas já existentes, sem pressionar a abertura de novas fronteiras agrícolas.

Além disso, o uso dessas lavouras em períodos antes destinados ao pousio pode melhorar a saúde do solo e gerar renda adicional ao produtor. Para Ignacio Conti, CEO da Etlas, o agricultor ocupa posição central nessa expansão.

A iniciativa conecta segurança alimentar e energia. Além de que esse projeto fortalece a atuação da companhia em biocombustíveis.

Ao avançar para a fase operacional, Corteva e bp lançam o Etlas como um elo entre agricultura e energia, em um momento em que o ritmo do SAF testa a capacidade global de oferta.

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