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Etanol de milho pressiona usinas e reabre debate sobre mais açúcar

O etanol de milho ganha espaço no Brasil, pressiona margens das usinas e reacende o debate sobre ampliar a produção de açúcar em um mercado já dependente das exportações.
Etanol de milho e usinas sucroenergéticas no Brasil
Expansão do etanol de milho pressiona margens e altera estratégias das usinas brasileiras. Imagem: Canva

O avanço do etanol de milho passou a redesenhar o cenário do setor sucroenergético em um ano já marcado por margens estreitas. Na última semana, dados de mercado reforçaram que a oferta crescente do biocombustível amplia a concorrência e limita o fôlego das usinas, justamente quando o açúcar enfrenta preços menos favoráveis.

No curto prazo, ainda há expectativa de alguma sustentação para os preços do etanol no início da próxima safra, que começa em abril. No entanto, mesmo com essa leitura mais firme, analistas apontam que a expansão acelerada do etanol à base de milho adiciona pressão estrutural, pois se soma à produção elevada de etanol de cana e à perspectiva de um mix mais alcooleiro na safra 2026/27.

Etanol de milho e a pressão sobre preços

A produção de etanol de milho deve encerrar o ano perto de 9,6 milhões de metros cúbicos, segundo a StoneX. Para 2026, as estimativas indicam volume entre 11,5 e 12 milhões de metros cúbicos, avanço entre 20% e 25%. Hoje, esse biocombustível já responde por cerca de 25% da produção nacional, fatia que tende a crescer de forma contínua.

Esse aumento de oferta ocorre em um ambiente de demanda relativamente estável. Como resultado, o mercado passa a conviver com maior competição entre etanol de milho e etanol de cana, o que comprime preços e exige maior eficiência operacional das usinas. Além disso, o comportamento da gasolina segue como variável sensível para a competitividade do etanol.

Diante desse quadro, algumas usinas avaliam redirecionar mais cana para o açúcar como forma de preservar caixa. Contudo, essa alternativa também carrega riscos, já que amplia a exposição ao mercado externo e às oscilações das commodities agrícolas.

Etanol de milho e o dilema do açúcar

A expansão do etanol de milho pode provocar distorções relevantes no setor. O avanço dessa rota produtiva tende a reduzir a atratividade do etanol de cana e empurrar parte da matéria-prima para o açúcar, o que levanta dúvidas sobre a capacidade de absorção do mercado.

O Brasil já responde por cerca de metade da oferta global de açúcar, e o consumo doméstico é considerado próximo do limite. Assim, qualquer volume adicional depende quase integralmente das exportações, o que aumenta a sensibilidade a preços internacionais, logística e câmbio. Esse contexto torna o planejamento industrial mais complexo para as usinas.

Além disso, a própria rentabilidade das plantas de etanol de milho no médio e longo prazo não é garantida. Com novas unidades entrando em operação, a disputa por mercado se intensifica, enquanto custos e preços permanecem interligados a fatores externos.

Etanol de milho e gestão de risco no setor

Nesse ambiente, a gestão de risco, a governança corporativa e a disciplina financeira ganham peso nas decisões estratégicas. Uma eventual queda no preço da gasolina, por exemplo, pode comprometer a comercialização do etanol e alterar rapidamente as margens esperadas.

Para os próximos anos, projeções indicam que o etanol de milho pode representar cerca de 40% da produção nacional até 2035, segundo a StoneX, com cenários mais otimistas apontando participação ainda maior. Esse avanço tende a redefinir o equilíbrio entre etanol, açúcar e exportações, exigindo das usinas uma leitura cada vez mais integrada entre mercado, custos e estratégia.

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