A liquidação do Banco Master ganhou novo peso político na última segunda-feira (12), após o ministro da Fazenda defender publicamente a decisão do Banco Central do Brasil. O processo foi descrito como tecnicamente consistente e conduzido com respaldo institucional. Além disso, o caso passou a ser tratado como um dos episódios mais sensíveis do sistema financeiro recente.
Segundo o Ministério da Fazenda, a medida extrema ocorreu após indícios de irregularidades em operações com carteiras de crédito negociadas com o Banco de Brasília. O valor sob apuração soma R$ 12,2 bilhões. Diante disso, a autoridade monetária decretou a liquidação extrajudicial, afastou a diretoria e interrompeu as atividades.
Liquidação do Banco Master e a atuação do Banco Central
Ao comentar a liquidação do Banco Master, o Fernando Haddad, ministro da Fazenda afirmou manter diálogo diário com a presidência do BC. De acordo com ele, a condução envolveu análises jurídicas e técnicas. O objetivo foi proteger o sistema financeiro e a poupança popular, fundamentos legais da intervenção.
O processo acionou o Fundo Garantidor de Créditos, responsável por ressarcir investidores dentro dos limites previstos. Para técnicos do BC, a intervenção no Banco Master evitou riscos sistêmicos. A avaliação interna aponta que a deterioração operacional já comprometia a continuidade da instituição.
Banco Master: liquidação sob fiscalização do TCU
A liquidação do Banco Master também levou a um embate institucional com o Tribunal de Contas da União. Inicialmente, houve divergência sobre a extensão da fiscalização do TCU nas dependências do BC. Após reunião entre os presidentes dos órgãos, prevaleceu um entendimento de cooperação.
O BC retirou recurso judicial e aceitou inspeção focada no Banco Master. Segundo relatos oficiais, ficou preservada a autonomia da autoridade monetária. A expectativa declarada é permitir apuração completa, sem sobreposição de competências.
Encerramento do Banco Master e conexões investigativas
O governo passou a analisar o encerramento do Banco Master em paralelo a investigações maiores. O ministro citou conexões com a Operação Carbono Oculto, conduzida pela Polícia Federal. A apuração envolve fraude tributária, lavagem de dinheiro e uso de fundos suspeitos.
No plano fiscal, Haddad aproveitou para divulgar dados preliminares das contas públicas. O arcabouço fiscal permite déficit dentro de banda legal. Mesmo com precatórios, o déficit primário de 2025 deve ficar abaixo do limite formal.
Ao final, a liquidação do Banco Master consolida um teste institucional relevante. A combinação entre regulação firme, transparência e coordenação definirá a credibilidade do sistema nos próximos casos.











