A queda do petróleo superou 4% nesta quinta-feira (15/01) e encerrou uma sequência de cinco sessões de alta, após o enfraquecimento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O principal fator foi o avanço das negociações envolvendo o Irã, que reduziu o prêmio de risco embutido nos preços.
No fechamento, o petróleo WTI para fevereiro caiu 4,56%, a US$ 59,19 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para março recuou 4,14%, a US$ 63,76 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres. Assim, o mercado devolveu parte dos ganhos recentes acumulados com o temor de conflito.
Segundo informações divulgadas por autoridades iranianas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou a Teerã que não pretende realizar ataques militares e pediu moderação. Além disso, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, solicitou a Trump o adiamento de uma ação militar, conforme noticiado pela imprensa americana.
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Queda do petróleo e ajuste do risco geopolítico
Analistas apontam que as declarações reduziram a percepção de risco. Na véspera, o Brent havia alcançado US$ 66,82, maior nível desde setembro. Para Phil Flynn, do Price Futures Group, a mudança de expectativa sobre um ataque ao Irã pressionou diretamente as cotações.
Além disso, conversas entre EUA e Venezuela e a cooperação entre Rússia e Arábia Saudita no âmbito da Opep+ ajudaram a reforçar o ajuste do mercado. Nesse cenário, a queda do petróleo reflete um ambiente de menor tensão e preços mais sensíveis à diplomacia internacional.











