O golpe do Pix segue em expansão no Brasil e levou o Banco Central (BC) a reforçar as regras de segurança do sistema a partir de fevereiro. A medida busca conter perdas financeiras em transferências instantâneas usadas por criminosos para agir com rapidez.
Esse tipo de fraude costuma começar com mensagens que aparentam ser legítimas. Golpistas simulam contatos de amigos, familiares, empresas ou bancos e criam situações urgentes, o que induz a vítima a fazer um Pix imediato. Quando o erro é percebido, o valor já circulou por outras contas.
No Mato Grosso, dados da Secretaria de Segurança Pública indicam quase 36 mil registros de estelionato em 2025. Cerca de 23% envolvem golpes via WhatsApp, incluindo clonagem de perfis e transferências por Pix, o que reforça a dimensão do problema.
Golpe do Pix e o reforço do MED
- Nova versão do Mecanismo Especial de Devolução (MED) passa a rastrear o dinheiro.
- O bloqueio poderá alcançar até cinco níveis de contas bancárias.
- Antes, a devolução ficava limitada à conta que recebeu o valor inicialmente.
A mudança corrige uma falha operacional que favorecia a dispersão rápida dos recursos. Casos como o da publicitária Maiara Campos, que perdeu R$ 600 ao pagar ingressos falsos, mostram a dificuldade de recuperação no modelo anterior.
Para o varejo, o reforço amplia a confiança. Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá, o Pix já supera cartão de débito e dinheiro físico. Com novas travas, o golpe do Pix tende a encontrar mais barreiras operacionais.











