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Os juros nos Estados Unidos (EUA) continuam entre 3,50% e 3,75% por ano. Isso aconteceu depois que o Federal Reserve tomou essa decisão nesta quarta-feira (28). Com isso, o banco parou de cortar os juros e mostrou que está preocupado com a situação da economia.
A decisão marcou a primeira reunião de política monetária de 2026 e ocorreu em meio a sinais mistos da economia americana. O Fed avaliou que a geração de empregos segue baixa, enquanto o desemprego mostrou estabilidade, ao mesmo tempo em que a inflação continua acima da meta de 2%.
Juros nos EUA e o diagnóstico do Fed
No comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto destacou que o ambiente econômico segue cercado de incertezas. Segundo o colegiado, riscos continuam presentes tanto para o emprego quanto para o controle inflacionário, o que justificou a manutenção da taxa básica.
A votação não foi unânime. A maioria optou por manter os juros, enquanto dois diretores defenderam um corte de 0,25 ponto percentual. A dissidência reforçou a leitura de que o debate interno permanece aberto, especialmente diante da desaceleração observada no mercado de trabalho.
Além disso, o Fed reiterou que seguirá monitorando dados de inflação, condições financeiras e fatores internacionais. A sinalização reforça a postura de espera, sem compromisso prévio com novos ajustes no curto prazo.
Política monetária americana sob pressão
A decisão sobre os juros nos EUA ocorreu em um contexto de intensificação das pressões políticas do presidente Donald Trump sobre o banco central. O republicano tem elevado o tom contra a condução da política monetária e ampliado críticas públicas ao presidente do Fed, Jerome Powell.
O embate inclui ainda disputas institucionais relevantes, como a tentativa de afastamento de uma diretora da instituição, atualmente sob análise da Suprema Corte. Paralelamente, Donald Trump já sinalizou que pretende anunciar em breve o substituto de Powell, cujo mandato se encerra em maio.
Esse ambiente reforça a atenção do mercado para a autonomia do Fed. Analistas acompanham de perto como eventuais mudanças na composição do conselho podem influenciar futuras decisões de juros.
Juros nos EUA e reflexos no Brasil
A manutenção dos juros nos EUA em patamar elevado sustenta os rendimentos das Treasuries, consideradas referência global de segurança. Com isso, cresce a atratividade dos ativos americanos para investidores internacionais, fortalecendo o dólar.
Esse cenário tende a reduzir o fluxo de capital para economias emergentes. No Brasil, a combinação de dólar mais forte e menor ingresso de recursos externos pressiona o câmbio e dificulta um alívio mais rápido da taxa Selic.
No radar do mercado, os juros nos EUA seguem como variável central para as decisões do Comitê de Política Monetária. Enquanto a autoridade americana mantiver postura cautelosa, a política monetária brasileira tende a operar com menor espaço para flexibilização.











