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Palmeiras rescinde patrocínio com a Fictor após inadimplência

O Palmeiras rescinde patrocínio com a Fictor após inadimplência e pedido de recuperação judicial do grupo. Clube entra na lista de credores e tenta reaver R$ 2,6 milhões em atrasados. Continue lendo e saiba mais.
Palmeiras rescinde patrocínio com a Fictor após crise financeira do grupo
Decisão do Palmeiras encerra contrato de patrocínio e transforma o clube em credor da Fictor. (Foto: Reprodução/Facebook)

Na noite dessa segunda-feira (02/02) o Palmeiras anunciou que rescinde seu contrato de patrocínio com a Fictor após a empresa deixar de honrar pagamentos previstos em contrato e ingressar com pedido de recuperação judicial. A decisão encerra um acordo avaliado em R$ 25 milhões por ano, com gatilhos que poderiam elevar o valor a R$ 30 milhões.

Em comunicado oficial, o clube informou que a rescisão foi amparada por cláusulas contratuais firmadas em março de 2025 e, além disso, confirmou que estuda medidas legais para tentar reaver valores em aberto. O rompimento, inclusive, ocorre em meio a um processo de deterioração da relação entre as partes, intensificado pela situação financeira do patrocinador.

Palmeiras rescinde patrocínio com a Fictor e vira credor

Com o pedido de recuperação judicial protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo, o Palmeiras, ao rescindir o contrato de patrocínio, passou a integrar formalmente a lista de credores do Grupo Fictor. O clube declarou um crédito de R$ 2,6 milhões, valor referente à última parcela do patrocínio e a bônus vinculados a resultados esportivos.

Segundo informações apresentadas pela própria empresa à Justiça, os pagamentos deveriam ter sido realizados em janeiro. A dívida total informada no processo soma cerca de R$ 4,2 bilhões, abrangendo a Fictor Holding e a Fictor Invest, principais braços do grupo.

Portanto, o Palmeiras, agora que rescinde contrato com a Fictor, entra na fila de credores para recebimento junto às instituições financeiras, fornecedores e demais parceiros comerciais. O processo, porém, costuma se estender por anos.

Contrato previa exposição ampla da marca

O acordo entre as partes tinha duração de três anos e previa forte presença da Fictor nas propriedades comerciais do clube. A marca estampava as costas das camisas dos times masculino e feminino, além de figurar como patrocinadora principal das categorias de base.

Além disso, a empresa também detinha os naming rights de um torneio sub-17 organizado pelo Palmeiras, rebatizado como Copa Fictor. O clube venceu a competição, já num cenário de incerteza contratual, na semana passada.

Riscos corporativos e próximos passos

Ao decidir que o Palmeiras rescinde patrocínio com a Fictor, a diretoria buscou limitar danos financeiros e institucionais associados à continuidade do vínculo. O grupo empresarial enfrenta suspeitas ligadas a operações financeiras investigadas no caso envolvendo o Banco Master, o que ampliou o desgaste reputacional.

No curto prazo, no entanto, o clube terá de recompor uma receita relevante e reorganizar ativos comerciais vinculados ao contrato encerrado. No plano jurídico, o recebimento dos valores atrasados dependerá da evolução do processo de recuperação judicial, que definirá prazos, prioridades e condições de pagamento aos credores.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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