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O que a inflação dos EUA em janeiro diz para o Banco Central americano

A inflação dos EUA em janeiro subiu 0,2% e acumulou 2,4% em 12 meses. Apesar da desaceleração anual, o núcleo mais firme sustenta a cautela do Fed sobre cortes de juros. Saiba mais.
gráfico da inflação dos EUA em janeiro mostrando variação mensal de 0,2%
Dados do CPI indicam alta de 0,2% na inflação dos EUA em janeiro, abaixo da expectativa de mercado. (Foto: Ilustrativa)

A inflação dos EUA em janeiro subiu 0,2% na sexta-feira (13/02), abaixo da expectativa de 0,3% projetada por economistas consultados. O resultado levou o índice acumulado em 12 meses a 2,4%, ante 2,7% em dezembro, segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho.

Embora a leitura cheia tenha vindo mais branda, o núcleo do indicador mostrou maior firmeza. Excluindo alimentos e energia, o índice avançou 0,3% no mês, acima dos 0,2% registrados em dezembro, o que mantém a atenção do Federal Reserve (Fed) sobre a trajetória dos preços.

Inflação dos EUA em janeiro e o núcleo pressionado

A desaceleração anual refletiu, sobretudo, a saída de bases mais elevadas do cálculo estatístico. Ainda assim, o chamado núcleo do CPI acumulou alta de 2,5% em 12 meses, levemente abaixo dos 2,6% anteriores.

Analistas avaliam que o avanço mensal pode ter incorporado reajustes típicos do início de ano, além de possíveis repasses ligados a tarifas comerciais. Segundo economistas, a combinação de inflação dos EUA subjacente mais firme em janeiro e mercado de trabalho aquecido reduz a urgência de cortes na taxa básica de juros.

Índice de preços ao consumidor e política monetária

O índice de preços ao consumidor (CPI) é um dos principais termômetros da inflação americana, embora o Fed utilize o índice PCE como referência formal para sua meta de 2%. Ambas as métricas permanecem acima do objetivo.

No mês passado, o banco central manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Além disso, dados divulgados nesta semana mostraram que o crescimento do emprego acelerou em janeiro, enquanto a taxa de desemprego caiu de 4,4% para 4,3%.

Esse ambiente de atividade ainda sólida e inflação acima da meta reforça, na avaliação de economistas, a possibilidade de manutenção dos juros por período mais prolongado.

O que a inflação dos EUA em janeiro sinaliza

A divulgação ocorreu com leve atraso após paralisação de três dias do governo federal. O relatório também incorporou novos ajustes sazonais para refletir a dinâmica de preços de 2025, fator que pode reduzir oscilações técnicas ao longo do ano.

Para o mercado, a inflação dos EUA em janeiro consolida um cenário de desaceleração gradual, mas sem convergência plena ao objetivo da Federal Reserve. Assim, a autoridade monetária tende a calibrar seus próximos passos com base na persistência do núcleo e na força do mercado de trabalho, elementos que seguem no radar global.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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