Valor Bruto da Produção do agronegócio em 2026 é revisado para R$ 1,371 trilhão

O Valor Bruto da Produção 2026 do agronegócio foi revisado para R$ 1,371 trilhão, queda de 3,6%. Lavouras recuam 4% e pecuária 3%, segundo o Ministério da Agricultura, refletindo preços menores das commodities e desaceleração produtiva.
Foto de bovinos, segmento apresentado no Valor Bruto da Produção 2026 do agronegócio brasileiro
Projeção oficial do Valor Bruto da Produção 2026 indica ajuste no faturamento das lavouras e da pecuária. (Foto: Reprodução)

O Valor Bruto da Produção (VBP) 2026 do agronegócio brasileiro foi estimado em R$ 1,371 trilhão pelo Ministério da Agricultura, conforme boletim mensal divulgado pela Secretaria de Política Agrícola, divulgado nesta quarta-feira (18/02). Além disso, o montante ficou abaixo da projeção anterior, de R$ 1,392 trilhão.

Em relação a 2025, a nova estimativa indica retração de 3,6% no faturamento bruto da produção agropecuária. Ao mesmo tempo, o ministério revisou para cima o dado deste ano, elevando a previsão de R$ 1,419 trilhão para R$ 1,422 trilhão.

Valor Bruto da Produção 2026 e o peso das lavouras

Do total projetado para o Valor Bruto da Produção em 2026, R$ 895,311 bilhões devem vir das lavouras, o equivalente a 65% do indicador. Ainda assim, o segmento agrícola tende a registrar queda de 4% frente ao ano anterior.

A pecuária nacional, por sua vez, deve responder por R$ 475,329 bilhões, ou 35% do total, com recuo estimado de 3%. O cálculo considera o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, a partir do cruzamento de dados de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com a média de preços recebidos pelos produtores.

Desempenho das cadeias do agro

Dentro do Valor Bruto da Produção 2026, a composição das cadeias agrícolas revela um cenário heterogêneo. Enquanto algumas culturas sustentam crescimento moderado no agronegócio, outras registram retrações relevantes, influenciadas por preços e produtividade.

Na agricultura, os destaques positivos são:

  • Soja: R$ 342,093 bilhões (+3,7%), mantendo a liderança entre as culturas
  • Café: R$ 116,274 bilhões (+1,3%)
  • Banana, feijão e mandioca: previsão de crescimento no período

Por outro lado, parte das culturas com peso relevante no indicador apresenta redução no faturamento estimado para o ano.

entre as retrações que pressionam o VBP, temos

  • Milho: R$ 154,626 bilhões (-7,1%)
  • Cana-de-açúcar: recuo de 11,2%
  • Laranja: queda de 36,1%
  • Trigo, algodão, cacau e arroz: reduções expressivas no faturamento rural

Na pecuária, que responde por 35% do indicador, o Valor Bruto da Produção em 2026 também mostra desempenhos distintos entre as cadeias. A bovinocultura deve crescer 3,2%, alcançando R$ 218,700 bilhões e mantendo a liderança do segmento.

Na pecuária, o cenário projetado para os seguintes segmentos ficaram:

  • Bovinos: R$ 218,700 bilhões (+3,2%)
  • Suínos: -4,4%
  • Frangos: -7,4%
  • Leite: -4%
  • Ovos: -24,4%

As variações setoriais ajudam a explicar o comportamento consolidado do Valor Bruto da Produção em 2026. Refletindo, portanto, a dinâmica de preços das commodities e o ritmo da atividade no campo.

Valor Bruto da Produção 2026 e os fatores de revisão

Segundo o Ministério da Agricultura, a revisão do VBP está associada ao menor preço esperado para as commodities e à desaceleração da produtividade das lavouras. O estudo abrange 17 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.

Como o indicador é atualizado mensalmente, ele funciona como termômetro do agronegócio brasileiro. Assim, o Valor Bruto da Produção em 2026 aponta um ciclo de ajuste após a expansão observada em 2025, em meio a oscilações no mercado global de alimentos.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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