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Temporada de resultados 4T25 testa a Bolsa nesta semana

A temporada de resultados 4T25 começou esta semana, reunindo balanços de empresas relevantes com participação na B3, enquanto IPCA-15 e novas tarifas dos EUA adicionam pressão à Bolsa. Saiba mais.
temporada de resultados 4T25 na Bolsa brasileira
Semana concentra divulgações corporativas e indicadores que influenciam o mercado. (Foto: Divulgação/B3)

A temporada de resultados referentes ao quarto trimestre de 2025 (4T25) começou nessa segunda-feira (23/02) como principal eixo da agenda da Bolsa brasileira. A sequência concentrada de balanços de empresas nacionais e internacionais deve influenciar revisões de preço em ações de peso ao longo da semana.

Além dos números corporativos, investidores acompanham outros fatores-chave, como o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA-15) e a entrada em vigor de novas tarifas nos Estados Unidos. Esses fatores devem ampliar a sensibilidade do mercado a qualquer surpresa nos resultados na última semana de fevereiro.

Temporada de resultados 4T25 ganha tração

Empresas de siderurgia, energia, varejo, tecnologia e serviços financeiros divulgam números em sequência. Esse conjunto permite avaliar margem operacional, crescimento de receita e qualidade do fluxo de caixa em diferentes setores.

Em períodos de divulgação intensa, o mercado revisa projeções de lucro, ajusta modelos de avaliação e reavalia as perspectivas do índice B3. Portanto, companhias com maior peso tendem a concentrar volatilidade.

Agenda de temporada de resultados 4T25 para esta semana

Segunda-feira (23/02)

  • Irani (RANI3) – antes da abertura
  • Telefônica Brasil (VIVT3) – antes da abertura
  • Gerdau (GGBR3 / GGBR4) – após o fechamento
  • Metalúrgica Gerdau (GOAU3 / GOAU4) – após o fechamento

Terça-feira (24/02)

  • Isa Energia (ISAE3 / ISAE4) – após o fechamento
  • Iguatemi (IGTI11) – após o fechamento
  • C&A Modas (CEAB3) – após o fechamento
  • Pão de Açúcar (PCAR3) – após o fechamento

Quarta-feira (25/02)

  • Weg (WEGE3) – antes da abertura
  • Engie Brasil (EGIE3) – após o fechamento
  • Copasa (CSMG3) – após o fechamento
  • Intelbras (INTB3) – após o fechamento
  • Kepler Weber (KEPL3) – após o fechamento
  • Iochpe-Maxion (MYPK3) – após o fechamento
  • Nubank (NU) – após o fechamento (listado na NYSE)

Quinta-feira (26/02)

  • Marcopolo (POMO3 / POMO4) – antes da abertura
  • Caixa Seguridade (CXSE3) – após o fechamento
  • Copel (CPLE3 / CPLE5 / CPLE6) – após o fechamento
  • B3 (B3SA3) – após o fechamento
  • Sanepar (SAPR3 / SAPR4 / SAPR11) – após o fechamento
  • M. Dias Branco (MDIA3) – após o fechamento
  • Odontoprev (ODPV3) – após o fechamento
  • Banco BMG (BMGB4) – após o fechamento
  • Qualicorp (QUAL3) – após o fechamento
  • Aura Minerals (AURA33) – após o fechamento

Outros fatores que também afetam a Bolsa

Além da nova temporada de resultados 4T25, na sexta-feira (28/02), às 9h, será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). A prévia da inflação oficial pode alterar expectativas sobre a trajetória da taxa Selic, influenciando especialmente ações sensíveis a juros, como varejo e construção.

No exterior, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou de 10% para 15% a tarifa anunciada após decisão da Suprema Corte que cancelou o pacote anterior. As novas taxas, portanto, já entram em vigor nesta terça-feira (24/02)

Vale ressaltar que um estudo da Global Trade Alert indica que o Brasil pode registrar redução média tarifária de 13,6 pontos percentuais.

Além disso, na quarta-feira (25/02), a Nvidia divulga resultados. Avaliada em US$ 4,62 trilhões, a empresa é referência em chips para data centers e na expansão da Inteligência Artificial, sendo acompanhada como indicador do setor global de tecnologia.

Temporada de resultados 4T25 testa projeções do mercado

Com balanços concentrados, inflação no radar e ajustes na política comercial dos EUA, a temporada de resultados 4T25 passa a funcionar como teste de consistência para as projeções do mercado. A reação aos números desta semana tende a definir o tom da Bolsa no curto prazo.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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