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Índice de Confiança de Serviços recua em fevereiro após três altas seguidas, aponta FGV

O Índice de Confiança de Serviços caiu para 90,2 pontos em fevereiro, pressionado pela piora nas expectativas. Situação atual melhorou, mas cenário ainda exige cautela. Saiba mais.
trabalhador de serviços ilustrando Índice de Confiança de Serviços em fevereiro
Sondagem da FGV mostra recuo na Confiança de Serviços em fevereiro, com piora nas expectativas do setor. (Foto: reprodução)

O índice de Confiança de Serviços (ICS) sofreu piora no mês de fevereiro, recuando para 90,2 pontos segundo a Sondagem de Serviços, divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) nesta quinta-feira (26/02). O indicador caiu 0,7 ponto em fevereiro, interrompendo uma sequência de três altas consecutivas e refletindo, principalmente, a piora nas projeções para os próximos meses.

Embora o índice permaneça abaixo do nível neutro de 100 pontos, a média móvel trimestral subiu 0,1 ponto para 90,5. O dado mostra estabilidade no curto prazo, mas revela cautela crescente entre empresários diante do ambiente macroeconômico.

Índice de Confiança de Serviços e a virada nas expectativas

O recuo do Índice de Confiança de Serviços em fevereiro foi puxado pelo Índice de Expectativas (IE-S), que caiu 2,2 pontos, para 88,1. Em janeiro, o componente havia atingido 91,3 pontos, o maior nível desde dezembro de 2024.

Dentro das expectativas, a demanda prevista para os próximos três meses recuou 2,9 pontos, enquanto a tendência dos negócios para os próximos seis meses caiu 1,4 ponto. Segundo Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE, a deterioração das projeções explica a acomodação do indicador após meses de trajetória favorável.

Na direção oposta, o Índice de Situação Atual (ISA-S) avançou 0,7 ponto, para 92,4. Tanto o volume de demanda atual quanto a situação atual dos negócios registraram alta, indicando que o desempenho corrente segue relativamente estável.

Indicador de serviços mostra pressão no emprego

O Índice de Confiança de Serviços em fevereiro também revelou avanço na frequência de menção à escassez de mão de obra qualificada como fator limitante. O segmento de Serviços Prestados às Famílias atingiu o maior nível histórico desse entrave, enquanto Informação e Comunicação apresentou menor intensidade do problema.

Mesmo com desaceleração nas contratações formais, as empresas continuam relatando dificuldade para preencher vagas, sobretudo em atividades mais intensivas em trabalho, conforme avaliação de Tobler.

Esse quadro reforça a leitura de que o Índice de Confiança de Serviços depende, cada vez mais, do equilíbrio entre demanda, mercado de trabalho e custo do crédito.

Perspectivas para a Confiança de Serviços

Para os próximos meses, o cenário macroeconômico ainda impõe desafios. Ainda assim, Tobler avalia que uma eventual redução de juros e a sustentação do emprego podem preservar o patamar do Índice de Confiança de Serviços apresentado em fevereiro.

Com 1.301 empresas consultadas entre 3 e 25 de janeiro, a Sondagem de Serviços indica que o setor opera em ambiente de transição. A trajetória futura da Confiança de Serviços dependerá da evolução das expectativas e da capacidade das empresas de recompor margens diante da demanda mais moderada.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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