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Compras pelo celular batem 79% e revelam nova exigência do brasileiro

Compras pelo celular já representam 79% do e-commerce brasileiro e elevam a exigência por pagamentos concluídos em até 15 segundos. Pix e bancos digitais ganham espaço, enquanto a experiência sem fricção se torna determinante para conversão. Saiba mais.
compras pelo celular no e-commerce brasileiro
Smartphone concentra quase 80% das compras online no Brasil. (Foto: reprodução)

O mundo das compras se modernizou e a tela de um aparelho substituiu a vitrine de loja. Isso porque compras pelo celular atingiram 79% das transações online no Brasil, segundo levantamento da Visa Marketing Services divulgado com base em entrevistas realizadas em dezembro de 2025. O dado consolida o padrão mobile-first no varejo digital e expõe uma nova exigência do consumidor: pagamentos cada vez mais rápidos e sem fricção.

Além disso, nove em cada dez brasileiros compraram online nos últimos 30 dias, enquanto 34% fazem aquisições semanalmente. A consolidação do e-commerce brasileiro deixa de ser tendência e passa a ser estrutura permanente da jornada de consumo.

Compras pelo celular redefinem a jornada digital

Os marketplaces concentram 71% da jornada do consumidor, reforçando a centralização das transações nas grandes plataformas. Nas compras pelo celular, essa concentração se intensifica porque aplicativos e ambientes integrados reduzem etapas até a finalização e favorecem a conversão imediata.

Dentro dessa dinâmica, a distribuição dos canais mostra como o varejo digital se organiza. Inclusive, com o varejo online crescendo 21% só em 2025:

  • 71% das compras ocorrem em marketplaces, que concentram tráfego e infraestrutura logística.
  • 20% são realizadas no site próprio das marcas, indicando espaço ainda relevante para estratégia direta.
  • 8% acontecem via redes sociais, canal que cresce apoiado em impulsionamento e influenciadores.

Já o padrão de gasto revela um perfil de consumo recorrente e controlado nas compras pelo celular. O ticket médio permanece moderado, com maior presença em categorias de giro rápido:

  • 55% gastaram entre R$ 101 e R$ 550 na última compra.
  • Moda e acessórios (53%) lideram as preferências.
  • Beleza e saúde (42%) aparecem na sequência.
  • Viagens (13%) e educação (12%) têm menor participação.

O conjunto dos dados indica que as compras pelo celular não apenas dominam o canal, mas também influenciam o tipo de produto consumido e a recorrência do gasto no ambiente digital.

Pagamentos digitais entram em nova fase de exigência

Na etapa final das compras pelo celular, a disputa entre meios de pagamento está praticamente equilibrada. Cartão de crédito e Pix aparecem com participação semelhante, mas sustentados por argumentos distintos de valor.

A divisão atual mostra o seguinte cenário:

  • Cartão de crédito: 47%, ainda relevante pelo parcelamento, controle financeiro e programas de benefícios.
  • Pix: 45%, impulsionado pela liquidação imediata e simplicidade operacional.

O avanço do Pix não é pontual. Ele já foi utilizado por ampla maioria dos consumidores no varejo online, com índices de satisfação que rivalizam (e superam) o cartão tradicional:

  • 95% já utilizaram o Pix em compras digitais.
  • 78% avaliam positivamente a experiência com o Pix.
  • 74% demonstram satisfação com o cartão de crédito.
  • 48% dos jovens entre 18 e 24 anos concentram o uso do sistema instantâneo.

Outro vetor relevante nas compras pelo celular é a origem da conta utilizada para pagamento:

  • Quase 60% das transações passam por bancos digitais.
  • 38% permanecem em instituições tradicionais.

Segundo Leonardo Enrique Silva, diretor executivo do Visa Conecta, há disposição para compartilhar mais dados desde que a liquidação ocorra sem troca de tela. “A confiança do pagador e segurança tem um peso muito grande para que ele possa fazer um vínculo da sua conta”, afirma.

Compras pelo celular elevam pressão por liquidação instantânea

Por fim, além de praticidade, velocidade nas compras parece ser a preferência do consumidor. Quase 90% dos entrevistados afirmam que a experiência seria melhor se o pagamento fosse concluído em até 15 segundos. A quebra de fluxo é apontada como fator que compromete a finalização da compra.

Embora 97% utilizem estratégias para evitar fraudes, há disposição para aderir a soluções via Open Finance que tornem o processo mais fluido. Nesse contexto, as compras pelo celular deixam de ser apenas canal dominante. Passam, portanto, a ditar o padrão de eficiência do comércio eletrônico brasileiro.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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