Anúncio SST SESI

Lucro da Pague Menos dispara 72% e expõe nova fase operacional

Lucro da Pague Menos sobe 72,2% no 4T, com margem maior, alavancagem menor e foco em logística para 2026. Estratégia pode redefinir geração de caixa no varejo farmacêutico.
Lucro da Pague Menos cresce no 4T25 com foco logístico
Rede amplia lucro e prioriza centro de distribuição na Paraíba para sustentar margens. Imagem: Canva

O lucro da Pague Menos avançou 72,2% no quarto trimestre e atingiu R$ 132,7 milhões, consolidando uma inflexão operacional que vai além do crescimento de receita. O resultado foi acompanhado por expansão do Ebitda ajustado, que somou R$ 250,3 milhões, e por melhora na margem operacional, que passou de 4,6% para 5,8%.

Além do ganho contábil, o balanço revela aumento de eficiência no varejo farmacêutico. O desempenho operacional superou 50% na comparação anual, segundo a companhia, refletindo maior diluição de despesas e avanço da produtividade. A leitura, contudo, exige observar o que sustenta esse patamar daqui em diante.

Lucro da Pague Menos encontra suporte em produtividade

A rede encerrou 2025 com 1.689 lojas, frente a 1.649 um ano antes. A venda média mensal por loja chegou a R$ 855 mil, alta de 17,7%. Já o indicador de mesmas lojas (SSS) subiu de 17,1% para 18,6%, sinalizando tração orgânica consistente.

Esse desempenho combina expansão física com aumento de ticket médio e ganho de escala operacional. Para além do crescimento de unidades, a empresa elevou a rentabilidade por ponto de venda, um dado relevante em um setor pressionado por competição regional e margens historicamente estreitas.

Logística assume papel estratégico em 2026

Para 2026, a Pague Menos informou que vai direcionar quase um terço do investimento à abertura de um novo centro de distribuição na Paraíba. A meta inclui otimização da malha logística, com foco em eficiência no abastecimento e redução de custos.

Em 2025, os investimentos (capex) totalizaram R$ 261,4 milhões, mais que o dobro do ano anterior. A decisão de reforçar infraestrutura indica prioridade em cadeia de suprimentos, controle de estoques e melhoria do fluxo de caixa operacional.

Estrutura financeira mais enxuta

A companhia fechou o ano com alavancagem financeira de 2 vezes, abaixo do múltiplo de 2,8 registrado no quarto trimestre de 2024. A redução da dívida líquida/Ebitda amplia a flexibilidade para financiar expansão sem pressionar o balanço.

Assim, o lucro da Pague Menos não se apoia apenas em crescimento de vendas, mas em reorganização financeira e disciplina de capital.

No cenário de consolidação do varejo farmacêutico, empresas com escala nacional e eficiência logística tendem a capturar fatias maiores de mercado. Se a estratégia de infraestrutura se traduzir em ganho estrutural de margem, o lucro da Pague Menos pode deixar de ser apenas um pico trimestral e se tornar base recorrente de geração de caixa, um teste decisivo para 2026.

Foto de Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino é jornalista formada pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção jornalística e em conteúdos analíticos sobre negócios, investimentos e tecnologia aplicada às empresas, além de experiência em coberturas digitais e projetos editoriais.

Mais lidas

Últimas notícias

Entrar no canal Canal do Economic News Brasil no WhatsApp