A geração de emprego formal em janeiro somou novas 112.334 vagas com carteira assinada, superando as projeções de 92 mil a 95 mil postos estimadas por economistas. O saldo resulta de 2.208.030 admissões frente a 2.095.696 desligamentos, segundo o Novo Caged, o sistema atualizado de registro de admissões e desligamentos de trabalhadores celetistas (CLT) no Brasil,
O número, contudo, não encerra o debate. Economistas apontam que o saldo acumulado em 12 meses atingiu o menor nível desde março de 2021, indicando perda de fôlego na criação de vagas. Assim, mesmo com bons números, o avanço mensal convive com sinais de moderação no ritmo da atividade econômica.
Geração de emprego formal em janeiro e a recomposição pós-dezembro
O avanço ocorre da geração de emprego em janeiro após um dezembro com saldo de -42 mil vagas. Parte da alta reflete a recomposição típica do início de ano, quando empresas recontratam trabalhadores após o encerramento de vínculos temporários.
Analistas avaliam que mudanças no padrão de sazonalidade desde a pandemia e a distribuição dos feriados contribuíram para distorções no fim de 2025. Assim, janeiro funcionaria como ajuste estatístico, sem alterar a tendência estrutural.
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Abertura de vagas com carteira assinada ganha força na indústria
Na divisão por setores, a indústria liderou a criação de vagas, com 54.991 novos postos. A construção civil, que mantém um saldo positivo desde agosto de 2025, registrou 50.545 contratações líquidas em janeiro, enquanto serviços abriu 40.525 vagas e a agropecuária somou 23.073.
O comércio destoou ao fechar 56.800 postos. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que janeiro costuma ser negativo para o setor devido ao ajuste após as contratações de fim de ano.
No recorte regional, 18 das 27 unidades da federação tiveram saldo positivo na geração de empenho em janeiro. Santa Catarina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul lideraram em números absolutos, com destaque para Mato Grosso também no crescimento proporcional do estoque de vínculos.
Dinâmica dos salários no emprego formal
A geração de emprego formal em janeiro trouxe sinais mistos na renda. O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.389,78, com alta de 3,3% frente a dezembro e avanço de 1,77% na comparação anual, já descontada a inflação.
Apesar disso, o ritmo de reajuste perdeu intensidade em relação aos meses anteriores. Na margem, a variação real indica acomodação no poder de compra, sugerindo menor pressão salarial mesmo com saldo positivo de contratações.
Projeções para geração de emprego formal além de janeiro colocam o mercado à prova
O Brasil soma hoje 48.577.979 trabalhadores com carteira assinada, alta de 2,6% em 12 meses e saldo acumulado de 1.228.483 vagas no período. Segundo o Novo Caged, o estoque permanece elevado, porém, o ritmo recente aponta desaceleração gradual na criação líquida de postos.
Além disso, as estimativas de mercado para 2026 indicam abertura próxima de 900 mil vagas formais ao longo do ano, com taxa de desemprego ao redor de 5,6%. Nesse contexto, a geração de emprego formal em janeiro funciona como sinal inicial de um ano em que a economia precisará sustentar contratações em ambiente de crescimento mais moderado. Resta ver como vai se desenrolar.





